quinta-feira, 2 de julho de 2009

assorted, 2007









old template

desenhos 1994


delusional


quando eu queria ser elas





mais velharias







música (velha - 2003?)

então o aluno olhou pra professora e disse que ela só tocava música velha

musica de fundo
estou com fome e ouvindo madre deus
logo, madre deus é música de fome.

for lily

hope you don’t forget how much I love you
And most importantly:
I hope you
don’t forget
WHO YOU ARE
My soft pale lily
(sometimes silly, yet lovely lily)
Don’t miss us
too much,
or too little
say hello to the queen if she ever invites you for tea
don’t use too much of too many drugs, avoid puking on
unkown carpets
and never ever buy souvenirs if not for your mother.


(she forgot)

porque eu tranquei a faculdade em 2000?

Caros professores, isso NÃO É UM MEMORIAL DESCRITIVO favor ter o cuidado de ler o que está escrito.

São precisamente doze horas e quarenta e dois minutos. Acabo de acordar desesperada tentando me lembrar em que dia da semana estamos, e onde era que eu deveria estar, já que obviamente eu não estou lá.

Devo ter ficado uns cinco minutos achando que hoje era sábado e que eu tinha perdido a aula do meu curso de fotografia. Sacudi a cabeça mais umas três vezes e caiu a ficha: Hoje é quinta feira Nicole, são doze horas e vários minutos e você ainda não entregou o projeto do edifício. Ponho-me agora a escrever este texto, não sei se vou encontrar algum de vocês na universidade hoje, queria ter a chance de explicar um pouco do que aconteceu comigo nos últimos dois dias. p/ falar a verdade nos últimos anos. (calma! prometo ser breve...)

Comecemos pois pelos últimos dois dias, que o meu cérebro já mostra sinais de visível cansaço e é melhor não forçar muito a MEMÓRIA.

Bom, era então segunda feira, o meu projeto já tinha sido modificado umas duzentas vezes e eu não conseguia resolver a maldita circulação de serviço. Eu tinha passado o fim de semana enfurnada dentro de casa, meus amigos já não sabem se estou viva ou se fui abduzida por seres extraterrestres e eu não conseguia resolver uma circulação! acho que eu não tenho assimilado bem esses conceitos de divisão de classes... hehe. Enfim, eu estava me sentindo muito burra. Vontade de desistir desligar o computador e dizer não faço mais, não quero mais fazer, não sei, não tenho capacidade. Mas daí eu lembrei do meu pai e de quanto ele ficou feliz quando a sua filhinha querida (tão inteligente era essa menina) passou com seus então dezessete anos, cheia de sonhos, no seu primeiro vestibular na Universidade Federal do Paraná. Voltei p/ a cadeira, liguei o computador e pus-me a trabalhar.

Até que eu consegui, acho. Mas aí já eram três horas de la mañana e eu precisava dormir um pouco. ainda faltava um mooonte de coisa, cortes, implantação, cobertura, subsolo... mas eu precisava dormir um pouco. Fui p/ cama, coloquei dois despertadores, um telefone, e um porteiro p/ me acordarem às seis e meia. Acordei. Fiquei trabalhando o dia todo na terça feira, só saí da frente do computador (entre comer e necessidades fisiológicas primárias) para ir dar a minha aula às seis da tarde. (siiiiiim há alunos que trabalham de verdade e não podem faltar o trabalho) Voltei às nove horas, comprei pão, café, coisinhas... a noite seria longa. Daí, p/ variar, virei a noite desenhando, normal, já não me importo muito com isso. Terminei (quase) tudo eram dez da manhã. Fui fazer os plts e o computador deu pane, travou, morreu.

NÃO SEI NÃO SEI NÃO DESCOBRI A ATÉ AGORA O QUE A C O N T E C E U. A tela do auto cad ficou branca (parecia power point, corel tudo menos cad. daí dizia assim: there is not enough space on disc. there is not enough space on disc. there is not enough space on disc. E o computador não fazia mais nada a não ser ligar e desligar (tentei váaaaarias vezes) entrei em um estado de cansaço raiva e desespero. liguei p/ um amigo desses que sabem tudo de computador (todo mundo tem um amigo assim) ele veio aqui em casa reinstalou o RUINDOWS pra mim e ainda conseguiu resgatar TODOS os meus arquivos. Santo Hélio. Tudo bem, eram três e quarenta da tarde, pensei, ainda dá tempo. Daí mandei plotar só que demorou um moooonte, ficou pronto eram cinco e vinte e três. Pensei: não vai mais dar tempo. (eu quase peguei um táxi e deixei o trabalho embaixo da porta, mas eu não tinha mais dinheiro, gastei tudo mandando plotar) Fiquei parada no sinal, esperando abrir p/ eu atravessar a rua, eu tinha que ir p/ o senac dar aula às seis. Não dava tempo de ir até o CP e voltar. não ia dar tempo não ia dar tempo não ia dar tempo eu tinha ficado já 36 horas sem dormir e não ia dar tempo. e eu ainda tinha que dar quatro horas de aula de inglês ininterruptas em pé. bom, fui p/ o senac dei duas aulas que devem ter sido as piores da minha vida e voltei p/ casa às onze horas da noite. eu estava dormindo de olhos abertos. daí entre comer e outras coisas eu fui dormir meia noite. pus novamente a postos os dois despertadores, o telefone e o porteiro para me certificar de que hoje estaria eu lá, na Universidade Federal do Paraná, no mínimo às oito e meia da manhã entregando esse trabalho. Não adiantou nada. dormi doze horas seguidas. eu dormi. não acredito que eu dormi.

E agora estou aqui sentada ironicamente na frente do meu computador (que está funcionando que é uma maravilha) escrevendo um texto que originalmente deveria ter umas poucas linhas, (ouvi dizer que vocês não gostam muito de ler as besteiras que a gente escreve no memorial) tentando explicar para mim mesma o que aconteceu.

Não sei se largo o curso e vou ser fotojornalista na Somália. Não sei.

Deve ser a crise dos três (quase quatro) anos de faculdade, e a gente começa a se perguntar o quanto disso tudo realmente faz algum sentido, ou se tem qualquer relevância p/ a vida prática de um indivíduo saudável. Eu gosto de estudar, sempre gostei muito de estudar, não sei o que aconteceu comigo desde que eu entrei p/ a faculdade. Talvez eu não queira mesmo ser arquiteta. E a cada ano que passa e quanto mais estágios e mais arquitetos eu conheço eu tenho mais certeza de que isso eu não quero p/ mim.

Chega de escrever. Vocês nem vão ler isso mesmo.

De qualquer forma, aí está o meu trabalho.

Nicole.

22 anos (2001)

22 anos e ainda assistindo à Sessão da tarde, Dirty Dancing na Rede Globo. Dia (cinza): 16 de novembro de 2001, pós ressaca de feriado na quinta feira, trabalhar sexta e sábado é foda. Nada de odisséias no espaço, só um REMAKE do planeta onde os macacos jogam basquete. Tenho observado um rosto diante do espelho, rugas ainda não há, mas as mãos já não são as mesmas. Cicatrizes e uma ou outra história boa pra contar. Loção tônica e creme hidratante, FPS 8. Fator de proteção Solar, coisa que não se usava quando eu era criança (e olha que nem faz tanto tempo assim) Eu sou do tempo em que se encomendava RAÍTO de sol do Paraguai, Tônia Carrero ainda fazia propaganda do Hidratante Monange e Malu Mader não tirava as sobrancelhas. Quanta coisa... quanta coisa eu vi (você também viu?) nascer, voltar, sumir? Não isso não é um texto saudoso sobre como foi bom ter crescido nos anos 80. Pode-se dizer que é um... CONVITE À REFLEXÃO. Quantos anos você tem? quanta coisa passou a (ou deixou de) existir desde que bateram na sua bunda pra fazer você chorar? Ok, não precisamos falar do Atari, nem das revistas do pelezinho... mas você lembra? lembra da caneta de dez cores (perfumada!)? Eu lembro...video cassete ninguém tinha, minha primeira TV tinha seis canais. E quando veio a TV a cabo? Máquina de secar, pranchinha para o cabelo, silicone (para o carro para os seios e pontas duplas no cabelo) Frango com Catupiri, guarda chuva automático, CD, DVD nem se fala, computador, internet e seus derivados. Papaya com Cassis, Pizza quatro queijos, Tomate seco com rúcula, Marguerita, malha cotton, calça jeans com stretch, air bag (duplo) cinto de segurança, alarme para o carro, cartão magnético, banco 24 horas, farmácia 24 horas, pílula do dia seguinte, AIDS, o verbo ficar, mosaicos de azulejos, cursos de degustação de vinho, enxurrada de restaurantes chineses e japoneses, pancake, maquiagem a prova d’água, mountain bike, mochila da Company, carpet de madeira, sandálias melissa, tecidos fluorescentes, pátina, texturas de parede, duralex, tapeware, silver tape, hiking boots, disk água mineral, a volta dos colchões de mola, Tok stok, rollerblades, cafeteria elétrica, forno de microondas, scanner, edredon, capuccino, limonada suíssa, musse de maracujá, torta de limão, trufas, esmalte com gliter para unhas, lip gloss, papel toalha, rolopac, jogo americano, restaurantes fast food, lojas americanas, cachorro quente prensado, batata palha, fricassé de frango, husky siberiano, Pit Bull (que fim levou os dobermans?), areia para gatos, carne de avestruz, Presunto Tender no natal, amigo secreto, Sex shop, revista de homem pelado (por que falam revista de mulher pelada e revista de homem nu?) rádio toca fitas removível para carro... agora sai só a frente do CD player. e aquela trava jurássica para a direção? Tira limo de banheiro (com refil), Resolv tira manchas, Pass Confort, diarista, garrafa de 2 litros de plástico, papel reciclado, latinha de alumínio, puxadores de gaveta que custam caro, unha francesa, placas brancas nos automóveis, controle remoto, shampoo 2 em 1, KY gel lubrificante, gilete mach 3, junco que era mato e virou arranjo de mesa, lente de contato, óculos espelhados, Ikebana, limpador de pára brisa traseiro, ar condicionado, fogão com acendimento automático, forno auto limpante, geladeira frost free, frezer, panela de fondue, quadro branco para pincel atômico, grupo Positivo, cursos pré vestibular, top model, carros importados, filmes do steven spielberg, cinema cult, óculos cult, roupas fashion, multi processador com expremedor de suco, sanduiche natural com maionese, livrarias que vendem café e luminárias instaladas atrás de quadros, peixinhos beta, baleia assassina, sapato 775, velcro, ziper invisível, estação tubo, ônibus biarticulado (exclusivo para residentes em Curitiba) lual na praia, grunge, Rap, Funk, Reagge Revival, Michael Jackson, Madona, Leonardo DiCaprio, Axé Music, filmes de terror em universidades americanas, Videokê, piscina de bolinhas, máquina de lavar louça, sabão em pó com amaciante, papel higiênico extra suave, Ob, Tampax, absorvente com abas, refrigerantes Diet, tudo diet, comida light, colesterol alto, cooper, piercings, pulseirinha no pé, tatuagem tribal, henna, água oxigenada, Cancun, Disneyland, Pubs, long neck, intercâmbio, escolas de inglês em cada esquina, prancha de bodyboard, patinete, pokemón, Tactel, Teflon (II), Terrorismo, Antrax, detector de metais, DNA, CPMF, FHC, FMI, Xou da Xuxa, Bambuluá, Sítio do Pica Pau Amarelo (1 e 2), CD acústico, música eletrônica, e-zines, amigos que nunca se abraçaram, namorados que nunca se viram, No Limite, e-mail, weblogs, icq, almas gêmeas que se separam, filho de proveta, doação de sêmen, leite reconstituído, mussarela de búfala, antepasto, macarrão instantâneo, massa al dente, creme dental com flúor, escova de dente que avisa quando está velha, cola quente, superbonder... está tarde, melhor parar de espremer meus cravos, passar mais uma camada de adstringente e um creminho com ácido retinóico antes de dormir. Sede, Ice tea de pêssego. Sono, futon japonês, lençol antialérgico com elástico, celular programado para despertar no lugar do de cebolão de cordas que virou rádio-relógio digital e ficava piscando aquele 0:00 quando faltava luz. E daí que o dia ainda está claro?
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Amélia não tinha a menor vai idade

Nem queria ser de verdade.
Nem queria
Seu primeiro beijo foi aos sete anos, forçada por um menino de seis, ele chegou de mansinho, jogou-a no chão de mansinho, segurou seus pulsos de mansinho, encheu seus olhos de areia e, de mansinho, quase lhe arrancou os lábios.
Amélia não se abalou. Não gostava de meninos, é fato, mas não gostava de meninas também. Amélia não gostava era de gente.
E logo estava grande o bastante para não freqüentar mais as caixas de areia.
Não sabe dizer com precisão quando foi seu segundo beijo, nem o terceiro. Não sabe quando foi que deu, assim dado de presente, um beijo, já que quase todos lhe foram tomados de assalto.
Amélia não era má, nem arisca. Só não gostava de boca, de língua, de mão apertando seu corpo.
Mas vieram os terceiros, e outros e outros... Amélia não queria, claro que não queria. Mas Amélia era a Amélia. Amélia não sabia dizer não. Quase todos os seus Sims foram arrancados de algum silêncio. Teve uma vez que foi na praia, uma dessas que ficam cheias de gente e de lixo. Era tarde, tarde de madrugada, talvez quatro ou cinco do fim daquela noite (ou seria o começo daquele dia seguinte... dias seguintes são sempre tão ruins...), estava frio e chovia fininho. Ele veio, perguntou se ela estava com frio, claro que ela estava com frio. Faz tempo que você chegou? Faz... Uns anos já... Era um imbecil, definitivamente imbecil. Um imbecil conhecido até, estudavam na mesma escola, ele a chamou pra dar uma volta na praia, ela achou que não faria mal, mas não demorou muito para a praia se tornar uma caixa de areia um pouco maior, seus pulsos estavam presos no chão, e aquele gosto de boca... Sentia o peso do menino sobre o seu corpo e não conseguia se soltar, e ele vinha e voltava, e vinha, e se esfregava, dizia que era bom, que ela ia gostar, tentava abrir suas pernas com os joelhos, guiar sua mão até o meio de suas cochas. “Você quer, eu sei, eu sinto...” Amélia sorria sem graça...Que tesão que nada, era só um pau meio duro, era nojo, asco, er pena. Deu-lhe um coice, ouviu meia dúzia de desaforos e correu. Começou a chover forte, era bom, queria lavar-se na chuva, mas a malha branca colava no corpo como se tivesse molhada de saliva. O cabelo também grudava na cara, escorria uma água salgada amarga, cabelo negro longo e sem corte, vivia quase sempre solto e meio despenteado. Amélia tinha doze anos, cara de moleque, cor-de-mulher quando foge... E fugia mesmo. Ah, mas as curvas de Amélia... O pior foi depois, depois vieram os seios e as cochas.
Acho que ninguém nunca tinha contado pra Amélia que ser mulher era ter essas coisas, ou ela é que não tinha entendido muito bem. Tinha quinze anos quando viu o sangue escorrer pelas pernas pela primeira vez enquanto andava de bicicleta, achou que tinha se machucado, achou que tinha abortado, tinha visto na tv que mulheres que sangram assim perdem os bebês. Mas que bebê? Droga, menstruada. Shit shit shit, Não contou pra ninguém, enfiou meio rolo de papel higiênico no meio das pernas e foi até a farmácia. Putz era tão mais fácil comprar essas coisas quando não era pra ela, Ob. Médio, pequeno, grande, com aplicador, sem aplicador, qual era o tamanho “dela”?
Achou que devia compra logo o maior, pra garantir, já que ia nadar mesmo depois, e com aplicador, que era pra facilitar as coisas um pouco que fosse. Chegou em casa, se trancou no banheiro e pôs-se a ler a bula. Leu, releu, tinha umas figurinhas com desenhos de posições adequadas... Experimentou todas, mas a coisa não entrava... Não entrou. Não entrou nem um pouquinho. Ficou com medo. Será que tinha perdido a virgindade? Riu um pouco, voltou pra farmácia e comprou outra caixinha “dois números menor”.
>Ah... Entrou.
>(será que não ia vazar?)
>Não vazou, mas ela estava com tanto medo de tirar a coisa do lugar que não nadou quase nada.
>mas depois passou, passou não, levou sete dias pra passar e da segunda vez ainda foi pior, acordou com um poça de sangue no colchão, aí não teve jeito, teve que contar pra sua mãe, que contou pra mãe da Maria, que falou pro João... Não bastasse o sangue e as cólicas ainda teve que ouvir os comentários da vizinhança... “Amélia ficou mocinha, Amélia não é mais criança, Amélia já está formada, veja só como os seios estão fartos”. Sentia-se como um cavalo pronto pra cruzar.
>E os seio estavam mesmo fartos, tentava esconde-los, mas era inútil, alguém sempre os descobria atrás dos cadernos. A primeira vez que alguém os tocou foi no chão da sala,e ela estava com um sutiã branco de renda, e Lee enfiou a mão mesmo, e beijou e apalpou. Mas ela não sentiu nada. Começou a achar que tinha algo estranho com seus seios, será que eles também eram insensíveis como a sua boca?

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Abandon the 3-dimensions for flatness.
I quit trying to fit my dreams into flat 50x70cm sheets
outsider, that's what I've always been.
I feel the world around me, I see it all passing, right by my eyes.
never touch it
never be a part of it
photographs
my eyes printed on paper
it gives me the illusion of lasting forever. my eyes, what only I have seen.
just a romantic way to postpone death itself.
I create my own immortality
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corre menino
minha felicidade é te ver entre travesseiros
coisa rara
olhos cerrados boca entreaberta
teu sono

eu gostava de nadar no mar
até eu achar que não ia mais conseguir voltar
aí eu ficava lá olhando pro céu boiando feito uma baleia
e ria que me acabava
eu sentia como se eu estivesse no meio do oceano
e imaginava quanto tempo eu ia levar pra chegar até a África se eu resolvesse nadar pro outro lado
mas eu nunca nadei
estar com você me dá vontade de nadar
mas aí é como se eu fosse um balão de gás e você me puxasse pela cordinha pra eu não me perder

(I AM NOT about to make an excel graph for my daily expenses... Not even if I had the whole year to do absolutely nothing.. this is the last thing that I could do at three in the morning after travelling for two days... but I can get a maid...it’s a start...)

tem cura?
às vezes você inventa fugas, filmes, jornal, livro, computador, furadeira, geladeira, pingüim..
brinca de subir ladeira

e se eu segurasse as suas mão e pés? e se você não pudesse se mexer?
e se eu não deixasse você fechar os olhos

would you be able to sit with me for no reason at all?

aí atristeza quando você me olha como se eu fosse um apartamento, que você não sabe se compra ou se aluga pra morar até achar coisa melhor...
(gostou da analogia?)
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Ainda em 2000...
conhecimentos gerais:


1. Nicole acorda e olha no relógio: são cinco e meia da tarde, faz um esforço e lembra
que é domingo. Onde ela esteve na noite passada?

( )Dançando em alguma rave com gliter nos olhos bebendo gim tônica.
( )conversando com os meninos em algum boteco próximo, bebendo cerveja e fumando arguile
( )falando no icq e bebendo coca cola
( )brincando de Alice no país das maravilhas
( )praticando sexo tântrico com meninos de dezoito anos e bebendo vinho


2. A nicole acorda:

( )Bem humorada.
( )Mal humorada
( )Depende da hora
( )Depende das condições meteorológicas
( )Depende de quem dormiu com ela


3. A nicole dorme:

( )Cedo
( )nunca antes das duas
( )a nicole não dorme
( )com pouca roupa
( )com muita roupa


4. A nicole deve cortar o cabelo?

( )Sim, fica melhor acima da orelha.
( )Não, fica melhor abaixo da orelha
( )Sim, fica melhor quando ela passa a máquina 3
( )Não fica melhor abaixo da cintura.
( )Não mas deve tingi-los de ruivo



5. A nicole resolveu cortar o cabelo curto aos dezesseis anos porque:

( )Era verão e ela não agüentava mais o cabelão
( )Sonhou que tinha cabelo curto
( )Queria parecer um menino
( )Meninos adoram cabelos curtos
( )Estava na moda raspar a cabeça



6. A nicole está chorando porque...

( )Assistiu a um filme triste
( )Assistiu a um filme de terror
( )Assistiu a um filme romântico
( )Assistiu a um filme ruim.
( )Faz mais de uma semana que ela não assiste a nenhum filme


7. A nicole saiu, a nicole voltou pra casa de madrugada, a primeira coisa que ela faz é:

( )Acender a luz do corredor pra achar as chaves, abrir a porta, tirar os sapatos, acender um cigarro.
( )Tirar o sapato no elevador, achar as chaves, tatear pra acertar o buraco da fechadura, entrar correndo e ir fazer xixi
( )Abrir a porta, colocar um cd da billie holliday e ligar o computador pra checar e-mails
( )Abrir a porta, fazer xixi, escovar os dentes, colocar pijama arrumar a cama e ir dormir
( )Abrir a porta, ligar a tv, comer alguma coisa, beber água, tirar sapatos e dormir no sofá.



8. Se a nicole achasse uma nota de cinqüenta reais na rua ela provavelmente...
( )Compraria o cd da beth orton que custa R$ 43,00, tomaria um sorvete do Mc Donald´s
sabor baunilha por R$ 0,90, iria ao cinema com mais R$5,00 e voltaria a pé pra casa feliz
da vida
( )Compraria quatro cd´s por R$10,00, e assistiria a três filmes da fundação cultural por
R$2,00 e os outros quatro reais ela gastaria em sorvete e coca cola light.
( )Colocaria o dinheiro no banco pra tentar cobrir o limite
( )Pagaria a conta do telefone
( )Gastaria tudo em rolos de filme.


9. Se a nicole fosse um bicho a nicole seria...

( )uma tartaruga
( )um gato
( )um peixe
( )um cogumelo
( )um urso polar


10. Se a nicole pudesse escolher ser uma estrela hollywoodiana a nicole seria

( )Winona Rider
( )Julia roberts
( )Jennifer Aniston
( )Cameron Diaz
( )Uma Thurman



11. Se você acordasse um dia com um desejo incontrolável de mandar flores para a nicole
você...

( )Voltaria a dormir, isso passa
( )Mandaria um buquê de rosas vermelhas com embalagem pra presente.
( )Mandaria um buquê de margaridas sem embalagem pra presente.
( )Compraria uma violeta.
( )Roubaria uma flor e a deixaria na porta



12. Se a nicole fosse um perfume a nicole seria...

( )A nicole não usa perfume
( )Um chanel no 5
( )Um CK one
( )Uma flor comestível
( )Um cheiro de xampu


13. Se vc fosse jantar com a nicole...

( )vcs comeriam uma pizza de quatro queijos com calabresa, beberiam cerveja e dividiriam a conta.
( )vcs comeriam um xis-qualquer coisa beberiam coca cola e contariam as moedinhas pra pagar a conta
( )vcs comeriam suhi, beberiam saquê, vc pagaria a conta.
( )vcs comeriam insetos em algum restaurante macrobiótico, beberiam água mineral, ela pagaria a conta
( )vcs comeriam sorvete no estacionamento do supermercado, ninguém pagaria a conta porque vcs saíram sem pagar


14. Se a nicole fosse um chocolate ela seria...

( )Um sonho de valsa
( )Um bis
( )Um alpino
( )Um laka
( )Um batom


15. se a nicole fosse um sapato ela seria...

( )Um par de havaianas
( )Uma bota de alpinismo.
( )Uma sandália de strass e salto transparente.
( )Uma melissinha
( )Pantufas de ursinho


16. Se a nicole estivesse numa vitrine, essa loja seria

( )uma loja de griffe num shopping center caro
( )uma banca de produtos made in Paraguai
( )uma farmácia
( )uma loja de brinquedos
( )um supermercado



17. Se a nicole não pudesse morar no Brasil ela gostaria de morar

( )Na China.
( )Na Suíça
( )Na Espanha
( )Na Austrália
( )Na Índia


18. A nicole vai ao supermercado e, para passar no caixa rápido, põe na cestinha seis
itens essenciais para sua sobrevivência doméstica semanal:

( ) Um pacote de Ruffles, uma caixa de cerveja, pão, bolacha recheada, coca cola e sorvete de creme
( )maçãs, granola, café solúvel, leite, iogurte e yakult
( )Um vinho chileno, queijo, chocolate, biscoitos cream cracker, danoninho e geléia de amora
( )Suco de laranja, banana, pizza congelada, miojo, queijo muzzarela e pão
( )alface, queijo branco, shoyu, tomate, azeite de oliva e pão francês.


19. Se a nicole te pedisse em casamento vc...

( )aceitaria
( )nem morto
( )pediria um tempo pra pensar, depois marcaria a data e pesquisaria preços de móveis.
( )pediria um tempo pra pensar e desapareceria da minha vida
( )a nicole jamais pediria alguém em casamento


20. Sábado, cinco da manhã, a nicole provavelmente está...

( )dormindo como um bebê
( )na internet
( )dançando e bêbada.
( )sozinha com sono e vontade de ir pra casa.
( )com alguém


21. Se um filme pudesse resumir a vida da nicole esse filme se chamaria:

( )Um tiro no Escuro
( )Bonitinha mais ordinária.
( )O cozinheiro a mulher e o amante
( )Toy Story
( )Ligações Perigosas


22. se você pedisse a nicole em casamento ela provavelmente...

( )aceitaria
( )nem morta
( )sairia correndo
( )compraria mais panos de prato
( )estaria grávida.



23. Suponha que fôssemos casados, e que tivéssemos um filho(a). O que ele(a)
deveria herdar da mãe, partindo do princípio que a mãe sou eu, nicole?

( )o nariz pequenininho.
( )a franqueza.
( )a inteligência.
( )a criatividade
( )seus dons artísticos.


24. a uma temperatura de 35 graus a nicole está

( )feliz, na sombra tomando sorvete
( )feliz no praia bebendo água de coco.
( )derretendo.
( )dormindo em alguma rede.
( )na frente do ventilador


25. num jogo de vôlei de praia a nicole está:

( )no ataque massacrando os adversários
( )na defesa
( )sentada na areia olhando
( )correndo atrás da bola
( )morta nocauteada no chão


26. a uma temperatura de 2 graus a nicole está

( )hibernando.
( )bebendo café em ebulição enrolada num cobertor.
( )num chalé em Bariloche comendo fondue e bebendo vinho
( )mal humorada, ponto.
( )de luvas, pantufa e cachecol


27. Nilo Peçanha, três e quinze da manhã. Uma Cherokee passa na frente de um Posto a 180 km/h, fazendo racha com um Mitsubishi GTO twin turbo, a 220 km/h. Um fusquinha surge repentinamente na frente do GTO, que atinge o carro no meio. A Cherokee não consegue freiar e capota por cima dos dois
carros já batidos, provocando uma explosão. No fusca, Nicole, morte instantânea, provocada por uma bala perdida vinda de um lutador de Jiu-jitsu que brigava na frente do Posto, disparada frações de segundo antes de o Mitsubishi acertar o carro. Quanta falta eu faria?

( )Nenhuma
( )Pouca, durante algum tempo, depois nenhuma.
( )Média, por bastante tempo.
( )Muita, por muito tempo.
( )Vira essa boca pra lá.

28. Que palavra nova a nicole aprendeu esse ano?

( )Elucubração
( )Idiossincrasia
( )Maniqueísmo
( )Incauto
( )Paradoxo
( )Mimetismo
( )N.D.A.
( )Todas essas, inclusive N.D.A.


29. Você choraria no meu funeral?

( )Sim, seria uma perda muito dolorosa.
( )Sim, por não ter sido eu quem matou essa peste.
( )Não, eu morria junto.
( )Não, acho que não faria tanta falta assim.
( )Não, a nicole não teria um funeral


30. Se a nicole tivesse mesmo seis anos de idade ela estaria:

( )brincando de barbie
( )fazendo a lição de casa
( )subindo em alguma árvore
( )de castigo por ter subido na árvore.
( )fugindo da sua mão por ter saído do castigo


31. Aos trinta anos de idade a nicole será

( )uma arquiteta fracassada, mãe de dois filhos (um menino e uma menina), casada com um engenheiro civil
( )uma decoradora de interiores milionária
( )uma dançarina de boate gls
( )uma fotógrafa pobre
( )uma escritora de livros infantis


32. A nicole deve viver até os...

( )vinte e dois anos se continhuar não prestando atenção nos carros quando atravessa a rua
( )100 anos, velha caduca e cheia de netos
( )70 anos numa instituição para depressivos suicidas, sem filhos abandonada pela família
( )80 anos plantando morangos e escrevendo um dicionário para cães e gatos
( )a nicole é um ser imortal


33. Na escola a nicole era...

( )A melhor aluna da classe, líder de turma, seus cadernso eram um exemplo para os demais, sua letra era redondinha e todos os meninos eram apaixonados por ela
( )Um ser incógnito, tirava boas notas apesar de não fazer as tarefas de casa, sua letra era torta, não tinha amigos e ninguém ligava pra casa dela quando ela faltava.
( )Uma peste, jogava bem esportes de quadra, tinha muitos amigos meninos e fazia visitas diárias à enfermaria e/ou `a sala da diretora
( )Péssima aluna, repetiu quatro vezes a sexta série, sentava no fundão e desenhava nas capas dos livros
( )Uma fofoqueira, se metia na vida de todo mundo, tinha amigas meninas e vestia as roupas de Xuxa e da Angélica


34. segundo a nicole, quem criou o universo?

( )Deus
( )O homem
( )A galinha
( )O big bam
( )tanto faz


35. Quando a nicole era criança ela achava que seria

( )Mãe
( )Professora
( )Bailarina
( )Cantora
( )Cientista


36. quantos pontos a nicole fez jogando paciência no computador?

( )nenhum
( )1000
( )2000
( )4000
( )Passa lá em casa que eu te mostro.


37. Segundo a nicole, carnaval é...

( )festa, praia e cerveja
( )samba no pé
( )bom pra dormir e limpar a casa
( )a melhor época para se ir a são paulo
( )a melhor época para se ir ao rio de janeiro


38. vinho:

( )branco frizante
( )tinto de garrafão
( )branco seco
( )branco doce
( )tinto seco


39. Se a nicole fosse um personagem de desenho animado seria:

( )A pantera cor de rosa
( )O picachu
( )A she-ha
( )O snoopy
( )O pateta


40. Se eu, nicole, fosse um tipo de filme, eu seria:

( )tri-x 400 (P&B)
( )Pro-image 100 – puxado p/ 400 (colorido)
( )Ektacrome 100 - invertido (slide)
( )T-max 3200 (P&B)
( )Fuji Superia 400 – puxado para 800


41. Se eu, nicole, resolvesse me tatuar, qual destas ficaria mais adequada à minha
personalidade epidérmica?

( )Uma fada no tornozelo esquerdo
( )um anjo no ombro direito.
( )Uma tribal nas costas, em baixo, quase na bunda
( )o símbolo de aquário na nuca
( )Um anagrama chinês PB para "sol" na nuca


42. Se uma pessoa, sem nenhum problema físico mais grave, gozando de suas plenas faculdades mentais, fica da uma às três da manhã inventando e digitando esse teste, e depois no outro dia, das duas e meia às três da manhã, e continua no outro dia, ela é:

( )um egocêntrico sem nada melhor pra fazer.
( )um gênio sem nada melhor pra fazer.
( )um babaca sem nada melhor pra fazer
( )candidato a ser cortado do meu círculo de amizades.
( ) a nicole de férias em Lages


43. Se hoje fosse o teu último dia no mundo, pois amanhã vai cair um cometa na terra e só vc sabe disso porque a nicole apareceu pra vc num sonho e garantiu, com assinatura reconhecida em cartório e tudo, o que você faria?

( )Gastaria todo seu dinheiro com sexo, drogas e rock and roll e convidaria a nicole
( )Gastaria todo seu dinheiro com sexo, drogas e rock and roll e não convidaria a nicole
( )Gastaria tudo em filmes pornô
( )Se mataria
( )Construiria uma arca


44. Se hoje fosse meu último dia na terra, pois um cometa vai cair na terra e só eu, nicole, sei...o que eu faria?

( )nada, não acredito que o mundo vai acabar.
( )sairia de casa com um guarda chuva.
( )tiraria meu dinheiro do banco.
( )assaltaria um banco e viajaria pras bahamas.
( )escreveria uma carta para a posteridade.


45. o que é mais gostoso?

( )sorvete de baunilha
( )sexo
( )leite condensado escondido no armário
( )trufas
( )a nicole

46. Atchim

( )Saúde
( )Um dos sete anões
( )Hein?
( )Nome de música infantil
( )Vira essa boca pra lá


47. Porque 1972 é um ano importante?

( )é o ano que inventaram o primeiro videogame
( )Elvis já tinha morrido
( )Não sei, a nicole ainda não tinha nascido, logo, o mundo não existia
( )o Pink Floyd já existia
( )As pessoas não ouviam pagode


48. O que faria a nicole não responder um email

( )pressa pra terminar os trabalhos da faculdade
( )não é pra ela
( )sei lá, tu escreve muito mal.
( )a nicole responde todos os e-mails
( )a nicole está depressiva e de mal humor


49. Vc acredita em fadas?

( )Sim.
( )Não.
( )Depende do que eu comi
( )Depende do que eu bebi
( )Depende do que eu fumei


50. Escolha uma cidade para morar

( )Pequena, cercada de natureza por todos os lados, sem luz elétrica nas montanhas
( )Grande, cheiro de asfalto, barulhenta e culturalmente aceitável
( )Média, com pessoas médias, padrão de vida médio, escolas médias, cinemas médios,
transito médio, um carro médio, num apartamento médio, quinto andar (nem muito baixo nem
muito alto)
( )uma ilha deserta
( )com os esquimós no pólo norte, perto do papai noel


51. Qual o primeiro pensamento da nicole quando ela vê uma abelha?

( )hum.... yummy
( )ahhhhhhhhhhhhhh
( )onde está meu manto de ficar invisível?
( )onde está o SBP?
( )Ou ela ou eu.


52. Estrogênio é:

( )Um prato para ser comido frio
( )A causa da TPM
( )Um novo tratamento de beleza
( )Um programa impróprio para menores
( )Um animal de quatro patas, seis braços, duas bocas e oito narizes


53. O que a nicole vai escrever antes de morrer?

( )later alligator
( )not for a while crocodile
( )the sooner the better
( )don't bite, poisonous
( )recyclable


54. É sexta, mais de meia-noite, eu estou em casa, por que?

( )Dor de barriga.
( )Falta de dinheiro
( )Trabalho da Faculdade.
( )Tem aula de fotografia sábado de manhã.
( )Ta todo mundo lá em casa


56. Se eu nicole não fosse eu...eu seria...

( )Um ornitorrinco
( )uma péssima vendedora
( )uma melindrosa dos anos 20
( )Motorista de ônibus escolar
( )Made in Taiwan


57. Desenho animado

( )Southpark
( )Tom & Jerry
( )Os Simpsons
( )Pokemon
( )Tinny Toons


58. Deus:

( )se escreve no plural e com letras minúsculas
( )Não existe
( )Fica olhando quando vc põe o dedo no nariz
( )Fez a costela a partir de uma maçã
( )Faz chover no feriado


59. Eu te amo

( )mentira
( )verdade provisória
( )eu também
( )não se fala pra qualquer um
( )pra sempre


60. numa festa a fantasia a Nicole estaria fantasiada de:

( )pedrita
( )sereia
( )colombina
( )emília.
( )Jessica Rabitt


61. Chuva

( )é pra se molhar.
( )é um saco.
( )faz dormir.
( )a nicole esquece o guarda chuva.
( )sinônimo de inverno em curitiba


62. o que faz a nicole perder a hora pra ir pra faculdade?

( )o despertador não tocou
( )nada, ela nunca chega atrasada
( )internet
( )aula muito chata
( )mais fácil perguntar o que a faz chegar na hora


63. O que a faz chegar na hora?

( )Não dormiu e foi direto pra aula
( )a aula começa as dez
( )está estourada em faltas
( )tem prova de cálculo
( )caiu da cama


64. Curitiba é

( )uma cidade ecologicamente correta
( )uma cidade fria e chuvosa
( )um bom lugar para visitar uma vez na vida.
( )péssima para se fazer amigos .
( )um bom lugar para se fazer laboratório de antropologia.


65. Um beijo é

( )só um beijo.
( )uma prova de amor
( )um jeito de dizer tchau
( )um jogo
( )um jeito de dizer oi


66. O futuro

( )é o marido da futura
( )motivo pra se fazer filmes de ficção científica
( )motivo pra se fazer faculdade
( )motivo pra não se ter filhos
( )pra que pensar nisso?


67. O que a nicole faria por dinheiro

( )muito pouca coisa, dinheiro nem é importante
( )posaria nua, se alguém de fato se interessasse em pagar pra ver
( )qualquer coisa, dinheiro é muito importante
( )venderia sanduíche na praia
( )se casaria com um velho babão


68. o que a nicole não faria por dinheiro?

( )engenharia civil
( )direito
( )medicina
( )programas infantis de televisão
( )aulas de axé


69. Tomar banho para a nicole é um ato...

( )Necessário
( )Prazeroso
( )Demorado.
( )Desnecessário
( )Rápido


70. por que a nicole te mandou esse questionário?

( )por que ela é má
( )por que ela te ama
( )pra fazer vc perder tempo respondendo
( )por que ela se acha muito importante
( )por que vc leu até aqui?

top 7 filmes da minha vida em 2001:

1. The unbearable lightness of the being
2. La noce Blanche
3. Antonia
4. Trainspotting
5. Beautiful People
6. Before Night Falls
7. Amores Perros

em 2000

meu primeiro site, antes de existirem blogs, continha:

****************************************************************
top 5

cinco melhores músicas to START having sex (versão para situações indoor)
Nota: só para os primeiros segundos que antecedem o beijo - os minutos que seguem mereceriam outra lista : “os cinco melhores cd’s para se ouvir no repeat WHILE having sex...” hehe, fica pra próxima

1) Numb – Portishead
2) Sex Sleep Eat Drink Dream – King Crimson (Thrak)
3) I Heard it Through the Grapevine – Marvin Gaye
4) You don’t know me – Caetano Veloso (Transa)
5) Layla – Eric Clapton (umplugged)

amor

então... então ela pegou no pé do coelho pra ele não descer as escadas. O
coelho tinha pés grandes e um nariz pontudo, meio estranho para um coelho...
ainda assim, era um coelho
disso a menina tinha certeza
queria comer um coelho
queria comer AQUELE coelho
branquinho e de pés sujos
carne
pêlo
e tudo
mas de repente o pé dele se desparafusou e o coelho se foi, pulando feito
saci
a menina se deu por contente
tinha um pé
sentou num canto e pôs-se a brincar
ficou com pena de comer aquele pé que nem carne tinha
colocou-o na sua casinha de bonecas
e todos os dias o pé acordava a menina para brincar.
e a menina lavava o pé.
e lhe penteava os pêlos, coçava a sola...
mas ele (o pé) estava muito triste porque sentia falta do outro pé, afinal
eles haviam crescido juntos.
e ele chorava e chorava
um dia a menina se cansou de tanto ver o pé chorar
arrancou as próprias orelhas e guardou-as no armário
mas aí o pé vinha cutucar a menina de noite
cutucou tanto que a menina não sabia mais o que fazer
colocou as orelhas de volta e perguntou pro pé:
-- o que você quer pé?
-- eu quero o outro pééééééé buáááááááááá
-- humpf...
-- snif...
-- ...
a menina então arrancou um de seus pés e colocou o pé do coelho no lugar
o pé e o pé da menina viveram felizes para sempre
o outro? pulou a janela.
mas estava frio e ele (o outro pé da menina) começou a chorar
-- buááááááááááááá
mas aí um menininho que estava passando ouviu tudo e levou o outro pé pra
casa.
e todos os dias o pé da menina acordava o menino para brincar.

--------------------x-----------------------

Jaime Sabines

Tu cuerpo está a mi lado
Tu cuerpo está a mi lado
fácil, dulce, callado.
Tu cabeza en mi pecho se arrepiente
con los ojos cerrados
y yo te miro y fumo
y acaricio tu pelo enamorado.
Esta mortal ternura con que callo
te está abrazando a ti mientras yo tengo
inmóviles mis brazos.
Miro mi cuerpo, el muslo
en que descansa tu cansancio,
tu blando seno oculto y apretado
y el bajo y suave respirar de tu vientre
sin mis labios.
Te digo a media voz
cosas que invento a cada rato
y me pongo de veras triste y solo
y te beso como si fueras tu retrato.
Tú, sin hablar, me miras
y te aprietas a mí y haces tu llanto
sin lágrimas, sin ojos, sin espanto.
Y yo vuelvo a fumar, mientras las cosas
se ponen a escuchar lo que no hablamos.

Sharon Olds

THE KNOWING

Afterwards, when we have slept, paradise-
comaed, and woken, we lie a long time
looking at each other.
I do not know what he sees, but I see
eyes of surpassing tenderness
and calm, a calm like the dignity
of matter. I love this open ocean
blue-grey-green of his iris, I love
the curve of it against the white,
that curve the sight of what has caused me
to come, when he’s quite still, deep
inside me. I have never seen a curve
like that, except the earth from outer
space. I don’t know where he got
his kindness without self-regard,
almost without self, and yet
he chose one woman, instead of the others.
By knowing him, I get to know
the purity of the animal
which mates for life. Sometimes he is slightly
smiling, but mostly he just gazes at me gazing,
his entire face lit. I love
to see it change if I cry—there is no worry,
no pity, a graver radiance. If we
are on our backs, side by side,
with our faces turned fully to face each other,
I can hear a tear from my lower eye
hit the sheet, as if it is an early day on earth,
and then the upper eye’s tears
braid and sluice down through the lower eyebrow
like the invention of farming, irrigation, a non-nomadic people.
I am so lucky that I can know him.
This is the only way to know him.
I am the only one who knows him.
When I wake again, he is still loking at me
as if he is eternal. For an hour
we wake and doze, and slowly I know
that though we are sated, though we are hardly
touching, this is the coming the other
coming brought us to the edge of—we are entering,
deeper and deeper, gaze, by gaze,
this place beyond the other places,
beyond the body itself, we are making
love.

Gisela Brüning

LEAVES 1

Every October it becomes important, no, necessary
to see the leaves turning, to be surrounded
by leaves turning; it’s not just the symbolism,
to confront in the death of the year your death,
one blazing farewell appearance, though the irony
isn’t lost on you that nature is most seductive
when it’s about to die, flaunting the dazzle of its
incipient exit, an ending that at least so far
the effects of human progress (pollution, acid rain)
have not yet frightened you enough to make you believe
is real; that is, you know this ending is a deception
because of course nature is always renewing itself –
the trees don’t die, they just pretend,
go out in style, and return in style: a new style.

Eamon Grennan

STAYING IN BED

We lay all morning talking. The window
brightens, November-grey to knife-edge blue where
Sunday becomes itself, all bells, without us. The air
flickers, blinks, riddled with starling shadows
or the brusque impulsive blobs of sparrows
flung by hunger. This one touch of winter
makes us face a few home truths: we have to enter
the cold zone naked. Sleepwalker steady, our slow

voices cross the little space between us;
companionable, our bodies stretch. Our sex
idles, half-asleep, a summer stream
flooding with fern light green as
early wheat. Such peace: we could be dreaming
away one another’s past, digesting hard facts.

Vladimirovich Mayakovsky

ON BEING KIND TO HORSES


Hooves drummed,
Seeming to say,
Clip,
Clop,
Crop,
Crap.

Drink with wind,
Shod in ice,
the street slipped.
The horse
Collapsed
On its cropper,
Crowds of gapers
Gathered, crowds
Of trousers coming to a crotch
on Kuznetsky Street.
Gathered in a seam,
Laughter tittered and spluttered.
"A horse down,
A horse has slipped,"
Snickered the whole Kuznetsky.
I alone
Failed to add my voice to its howl.
I went up
And saw
The horse'sgreat eyes...
The street upturned
And floating,
The way he saw it...

I went up and saw
Tear after large tear
Dripping down his muzzle
And onto his coat...
And a moaning
And animal-like grief
Burst out in a flood,
And, rustling, spread.
"Horse, don't you cry.
Horse, listen.
What do you think! Are you worse than them?
My child, we are all
To some extent horses.
All of us have in us
Some of the horse."
The horse my have been old
And needed no nursing,
What said might have seemed trite
But nevertheless
It lurched
To its feet,
Whinned and
Moved off again.
It went back to its stable,
Stood content in its stall.
Ans it thought it was
A young colt again,
That it is worthwile living
And it wasn't bad working.

1915

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Listen! (Poslushiyette!)


Listen,
if stars are lit
it means there is someone who needs it.
It means that someone wants them to be,
that someone deems those specks of spit
magnificent.

And overwrought,
in the swirls of afternoon dust,
he bursts in on God,
afraid he might be already late.
In tears,
he kisses God's sinewy hand
and begs him to guarantee
that there will definitely be a star.
He swears
he won't be able to stand
that starless ordeal.


Later,
He wanders around, worried,
but outwardly calm.


And to everyone else, he says:
'Now,
it's all right.
You are no longer afraid,
are you?'


Listen,
if stars are lit,
it means there is someone who needs it.
It means it is essential
that every evening
at least one star should ascend
over the crest of the building.
-------------------------------------------------------------------------------------

"To His Own Beloved Self - The Author Dedicates this Lines"

Six. Ponderous. The chimes of a clock.
"Render unto Ceasar... render unto God..."
But where's
someone like me to dock?
Where to find waiting -- a lair?

Were I
like the ocean of ocean little,
on the tiptoes of waves I'd rise,
I'd strain, a tide, to caress the moon.
Where to find someone to love
of my size,
the sky too small for her to fit in?

Were I poor
as a multimillionaire,
it'd still be tough.
What's money for the soul? --
Thief insatiable.
The gold
of all Californias isn't enough
for my desires' riotous horde.

I wish I were tongue-tied,
like Dante or Petrarch,
able to fire a woman's heart,
reduce it to ashes with verse-filled pages!
My words
and my love
form a triumphal arch:
through it in all their splendour,
leaving no trace, will pass
the inamoratas of all the ages.

Where I
As quiet as thunder,
how I'd wail and whine!
One groan of mine
would start world's crumbling cloister shivering.
And if
I'd end up by roaring
with all of its power of lungs and more --
the comets, distressed, would wring their hands
and from the sky's roof leap in fever.

If I were dim as the sun,
night I'd drill
with the rays of my eyes,
and also
all by my lonesome,
radiant self
build up the earth's shivering bosom.

On I'll pass,
dragging my huge love behind me.
On what feverish night, deliria-ridden,
by what Goliaths was I begot --
I, so big
and so no one needen?




1914

Robert Lowell

Man And Wife

Tamed by Miltown, we lie on Mother's bed;
the rising sun in war paint dyes us red;
in broad daylight her gilded bed-posts shine,
abandoned, almost Dionysian.
At last the trees are green on Marlborough Street,
blossoms on our magnolia ignite
the morning with their murderous five days' white.
All night I've held your hand,
as if you had
a fourth time faced the kingdom of the mad--
its hackneyed speech, its homicidal eye--
and dragged me home alive. . . .Oh my Petite,
clearest of all God's creatures, still all air and nerve:
you were in our twenties, and I,
once hand on glass
and heart in mouth,
outdrank the Rahvs in the heat
of Greenwich Village, fainting at your feet--
too boiled and shy
and poker-faced to make a pass,
while the shrill verve
of your invective scorched the traditional South.

Now twelve years later, you turn your back.
Sleepless, you hold
your pillow to your hollows like a child;
your old-fashioned tirade--
loving, rapid, merciless--
breaks like the Atlantic Ocean on my head.

W. B. Yeats

NEVER give all the heart, for love

Will hardly seem worth thinking of

To passionate women if it seem

Certain, and they never dream

That it fades out from kiss to kiss;

For everything that's lovely is

But a brief, dreamy. Kind delight.

O never give the heart outright,

For they, for all smooth lips can say,

Have given their hearts up to the play.

And who could play it well enough

If deaf and dumb and blind with love?

He that made this knows all the cost,

For he gave all his heart and lost.


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Drinking Song


Wine comes in at the mouth
And love comes in at the eye;
That’s all we shall know for truth
Before we grow old and die.
I lift the glass to my mouth,
I look at you, and I sigh.

bukowski

Cows In Art Class

good weather
is like
good women-
it doesn't always happen
and when it does
it doesn't
always last.
man is
more stable:
if he's bad
there's more chance
he'll stay that way,
or if he's good
he might hang
on,
but a woman
is changed
by
children
age
diet
conversation
sex
the moon
the absence or
presence of sun
or good times.
a woman must be nursed
into subsistence
by love
where a man can become
stronger
by being hated.
I am drinking tonight in Spangler's Bar
and I remember the cows
I once painted in Art class
and they looked good
they looked better than anything
in here. I am drinking in Spangler's Bar
wondering which to love and which
to hate, but the rules are gone:
I love and hate only
myself-
they stand outside me
like an orange dropped from the table
and rolling away; it's what I've got to
decide:
kill myself or
love myself?
which is the treason?
where's the information
coming from?
books...like broken glass:
I wouldn't wipe my ass with 'em
yet, it's getting
darker, see?
(we drink here and speak to
each other and
seem knowing.)
buy the cow with the biggest
tits
buy the cow with the biggest
rump.
present arms.
the bartender slides me a beer
it runs down the bar
like an Olympic sprinter
and the pair of pliers that is my hand
stops it, lifts it,
golden piss of dull temptation,
I drink and
stand there
the weather bad for cows
but my brush is ready
to stroke up
the green grass straw eye
sadness takes me all over
and I drink the beer straight down
order a shot
fast
to give me the guts and the love to
go
on.

Charles Bukowski
from "poems written before jumping out of an 8 story window" - 1966
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Friends Within The Darkness


I can remember starving in a
small room in a strange city
shades pulled down, listening to
classical music
I was young I was so young it hurt like a knife inside
because there was no alternative except to hide as long as possible--
not in self-pity but with dismay at my limited chance:
trying to connect.

the old composers -- Mozart, Bach, Beethoven,
Brahms were the only ones who spoke to me and
they were dead.

finally, starved and beaten, I had to go into
the streets to be interviewed for low-paying and
monotonous
jobs
by strange men behind desks
men without eyes men without faces
who would take away my hours
break them
piss on them.

now I work for the editors the readers the
critics

but still hang around and drink with
Mozart, Bach, Brahms and the
Bee
some buddies
some men
sometimes all we need to be able to continue alone
are the dead
rattling the walls
that close us in.

eu queria helvetica (2007/08)

olá

:)

este não é um presente de natal. é que estamos no final do ano, e a gente começa a fazer listas e pensar nas pessoas que importam, no que importa, importou, não importa mais, enfim, vocês devem estar aí fazendo o mesmo.


então, se você está recebendo este presente... é por isso, é um presente aos presentes: você que é ou foi presente nesse ano que passou. uma forma singela que eu encontrei para agradecer a presença, a companhia e a inspiração.
obrigada por 2007.
:)

instruções para abrir o seu presente:

parafraseando cortázar em (muy malo) espanhol:

la primera manera sigue la forma corriente, empieza por el numero 1 y termina en el numero 7, al pie del cual hay tres vistosas estrellitas que equivalen a la palabra fin. la segunda manera se hace empezando por el numero 1 y siguiendo en el orden que se indica al pie de cada objeto. En caso de confusión u olvido, bastará consultar la lista siguiente:

1 – 6 – 4 – 2 – 3 – 5 – 7

tu te quedas todavía invitado a elegir tu propia posibilidad.

1) disponha os objetos sobre a mesa, do menor para o maior. (6)

2) coloque o cd para tocar. (3)

3) ferva uma xícara de água e prepare o chá. (5)

4) apóie a fotografia sobre a mesa, contra a parede, de forma que possa segurar a xícara com as duas mãos enquanto observa os detalhes. (2)

5) coma o biscoito e leia a sua sorte. (7)

6) faça um pedido, encha os pulmões de ar e sopre até encher o balão. (4)

7) amarre-o e solte pela janela, tente imaginar onde vai parar

(***)



(eu queria imprimir em helvetica, mas só tenho arial, perdoem-me os designers, eu não sei o que faço)

S'il était

1. S'il était une voiture... (monza, ok)
2. S'il était un mur dans la rue... (ok)
3. S'il était une couleur... (ok)
4. s'il était ici il prendrait peut-être cette photo (candido de abreu)
5. quand j'étais petite je déjà savais que je tomberais amoureuse dans un château de sable blanc (ok)
6. s'il était une tasse de thé (ici)
7. s'il était un chiffre (26)
8. s'il était un poème (one art)
9. s'il était une page dans un livre (cem anos de solidao)
10. s'il était une route (BR 116)
11. s'il était le temps (chuva)
12. s'il était une chanson (samba e amor)
13. la couleur de sa peau
14. s'il était un objet de désir (mirror)
15. la couleur de ses cheveux (emma)
16. Où habite-t-il ? (ok)
17. s'il pourrait mordre (eu)
18. s'il pourrait embrasser (eu)
19. s'il était le cadeau parfait (pin hole)
20. s'il était là (bed)
21. s'il n'était plus (computer screen)
22. s'il était une langue (dicionarios)
23. s'il était un CD
24. s'il était un projet (lages)
25. s'il était une sentence dans un pelicule (hight fidelity, gilda, mirror mask)
26. s'il était une maison (ok)

O. pour vous

1. [eu + castle]
quand elle était petite, a menina aprendeu a conversar com a areia. Alors, elle a passé tous les étés a faire des châteaux de sable, daydreming of the one she would live in when she grew up. Areia é casa para águas profundas. [mom’s poem]

2. [elle esta la femme au verre déau]

3. Mas agua nao tem forma, in still waters one can find sadness and beauty, light and shadow, for it is precisely in the contrast that her intensity resides: elle est noire et et elle est blanche, pas grise. agridoce. [magnum photos] [+ invisible ink]


4. Alors, la petite fille d'eau se derramou sobre o mundo, buscava aquele que seria capaz de conter suas margens, et alors elle cherchait n'importe quelle preuve qu'il existait en fait.

Il habite où?

5.Quelle langue parle-t-il ?

6.Parfois, while she read, she underlined the phrases she would wand to read for him, the
ones she knew only he would understand.

7.Until one day…
[amelie, treasure]

11.Until one day...
[putain]

12. Alors, quoi faire?
il faut qu’elle était comme ça:
[swan]
mais elle est peut pas être d’autre chose que ça:
[van gogh]

13. et alors il est partout(computer screen) or when i look at my arms s'il était une chanson (samba e amor)


14. but then again, she gets along without him very well,
of course she does,
except when soft rains fall…
[rain]

15. or when she sees a certain shade of blue

16. and purple monzas. S'il était une voiture... (monza, ok)


17. or when she imagines what he would look like if he were a wall in the street
S'il était un mur dans la rue... (ok)

18. ou une maison (ok)

19. quand elle se rappèle de la couleur de sa peau

20. et de ses cheveux (emma)

21. Ou quand elle voit le numéro 26 ou ou 116 ou...

22. quando ela pensa que jacarés nao são animais mais sim le cadeau parfait (pin hole)

23.and so on... (flor)

24. l’home de verre

25 . oh johnny let’s go home
Si non, tan pis

26, et moi je vous laisse ici, au revoir.

ja devo ter copiado isso antes, mas enfim

Instrucciones para llorar (Julio Cortazar)
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Instrucciones para llorar. Dejando de lado los motivos, atengámonos a la manera correcta de llorar, entendiendo por esto un llanto que no ingrese en el escándalo, ni que insulte a la sonrisa con su paralela y torpe semejanza. El llanto medio u ordinario consiste en una contracción general del rostro y un sonido espasmódico acompañado de lágrimas y mocos, estos últimos al final, pues el llanto se acaba en el momento en que uno se suena enérgicamente. Para llorar, dirija la imaginación hacia usted mismo, y si esto le resulta imposible por haber contraído el hábito de creer en el mundo exterior, piense en un pato cubierto de hormigas o en esos golfos del estrecho de Magallanes en los que no entra nadie, nunca. Llegado el llanto, se tapará con decoro el rostro usando ambas manos con la palma hacia adentro. Los niños llorarán con la manga del saco contra la cara, y de preferencia en un rincón del cuarto. Duración media del llanto, tres minutos.

Café Nicole

Si je pourrais ouvrir ma propre barre, il ne serait pas une barre à tout. J'ouvrirais un café. Il aurait beaucoup de fenêtres que font face à l'ouest, où les gens pourraient s’asseoir et regarder la série de soleil, il y aussi aurait des tables dehors de lequel nous pourrions regarder le monde en passant. La décoration serait familière, il y aurait beaucoup de meubles en bois, les objets de design de la vingtième siècle et des couleurs chauffent. Toutes serveuses seraient amicales et s'habillerait Amelie Poulain. La bande sonore serait de Aimee Mann et Beth Orton, qui sont mes chanteuses preferrés.

(composição p/ aula de frances, com erros de ortografia e gramática for my own pleasure and entertainment)

sábado, 6 de junho de 2009

happy to be a stone

Stone

Go inside a stone
That would be my way.
Let somebody else become a dove
Or gnash with a tiger’s tooth.
I am happy to be a stone.

From the outside the stone is a riddle:
No one knows how to answer it.
Yet within, it must be cool and quiet
Even though a cow steps on it full weight,
Even though a child throws it in a river;
The stone sinks, slow, unperturbed
To the river bottom
Where the fishes come to knock on it
And listen.

I have seen sparks fly out
When two stones are rubbed,
So perhaps it is not dark inside after all;
Perhaps there is a moon shining
From somewhere, as though behind a hill—
Just enough light to make out
The strange writings, the star-charts
On the inner walls.

~ Charles Simic ~

(The Voice at 3 A.M.)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aí pelas Três da Tarde

Raduan Nassar

Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicando-se em idéias claras apesar do ruído e do mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (espécie da qual você, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído), largue tudo de repente sob os olhares a sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, dê um largo "ciao" ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiveram em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não sabia antes como era conduzida. Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, pondo-se enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pêlo, mas sem ferir o decoro (o seu decoro, está claro), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome em seguida no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada. Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado) e se achegue depois, com cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas lá no terraço. Largue-se nela como quem se larga na vida, e vá ao fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé (já não importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A and Bee

A: como vai a vida, dona moça?
B: me matando e eu tentando revidar.

sabedoria felina...

emma typing: 78888888888888888rtgggggggggggggggggggggggggggggggggggggg,offfffffffffffffffffffffffffff \6i/5hÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓóín

Quand j'aurais du vent dans mon crâne

Quand j'aurai du vent dans mon crâne
Quand j'aurai du vert sur mes osses
P'tet qu'on croira que je ricane
Mais ça sera une impression fosse
Car il me manquera
Mon élément plastique
Plastique tique tique
Qu'auront bouffé les rats
Ma paire de bidules
Mes mollets mes rotules
Mes cuisses et mon cule
Sur quoi je m'asseyois
Mes cheveux mes fistules
Mes jolis yeux cérules
Mes couvre-mandibules
Dont je vous pourléchois
Mon nez considérable
Mon coeur mon foie mon râble
Tous ces riens admirables
Qui m'ont fait apprécier
Des ducs et des duchesses
Des papes des papesses
Des abbés des ânesses
Et des gens du métier
Et puis je n'aurai plus
Ce phosphore un peu mou
Cerveau qui me servit
A me prévoir sans vie
Les osses tout verts, le crâne venteux
Ah comme j'ai mal de devenir vieux.

Boris Vian

sexta-feira, 3 de abril de 2009

água viva dentro de uma bolha de plástico furta cor

#parachoquedecaminhao

Não há melhor momento do que hoje para deixar para amanhã o que você não vai fazer nunca.

terça-feira, 31 de março de 2009

plano e contraplano

o contato
a prova
derivam
10 anos atrás
uma ponte
estou caminhando
a presença de hoje é essa mancha branca.
essa total falta de informação
e como a gente precisa da memória
e como a gente precisa inventá-la

E.F.

dança
não virtuosa
um corpo em ação
um corpo côncavo
uma boa foto da frente
uma boa foto do verso
mas aí eu resolvo a questão
coisas no lugar de outras coisas
as coisas sujas e feias
substituir
construir uma nova paisagem em que eu pudesse me inserir.
objet trouvé

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

¿Por qué stop? Por miedo de empezar las fabricaciones, son tan fáciles. Sacás una idea de ahí, un sentimiento del otro estante, los atás con ayuda de palabras, perras negras, y resulta que te quiero. Total parcial: te quiero. Total general: te amo. Así viven muchos amigos míos, sin hablar de un tío y dos primos, convencidos del amor-que-sienten-por-sus-esposas. De la palabra a los actos, che; en general sin verba no hay res. Lo que mucha gente llama amar consiste en elegir a una mujer y casarse con ella. La eligen, te lo juro, los he visto. Como si se pudiese elegir en el amor, como si no fuera un rayo que te parte los huesos y te deja estaqueado en la mitad del patio. Vos dirás que la eligen porque-la-aman, yo creo que es al verse. A Beatriz no se la elige, a Julieta no se la elige. Vos no elegís la lluvia que te va a calar hasta los huesos cuando salís de un concierto.

(Capitulo 93 - Rayuela - Julio Cortazar)

Canción de las simples cosas

Uno se despide insensiblemente de pequeñas cosas,
Lo mismo que un árbol en tiempos de otoño muere por sus hojas.
Al fin la tristeza es la muerte lenta de las simples cosas,
Esas cosas simples que quedan doliendo en el corazón.

Uno vuelve siempre a los viejos sitios en que amó la vida,
Y entonces comprende como están de ausentes las cosas queridas.
Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
Que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.

Demorate aquí, en la luz mayor de este mediodía,
Donde encontrarás con el pan al sol la mesa servida.

Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
Que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

i's yo' woman now an' i ain't never goin' nowhere

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

robert venturi

less is less
more is more
less is bore
mess is more

Francis Bacon

Man prefers to believe what he prefers to be true.

Paul Valéry

“O mais profundo é a pele.”

você no meio da minha aula

todos conhecem o retrato.
os românticos desprezavam a retórica.
a retórica
então vou usar esse azulzinho, você quer que ela goste daquele baton em mim.
afeto ou aversão
a criança de sete anos
a cada ano
a primeira consequência é a analogia
entenderam?
será que tudo é símbolo?
como é que o cinema faz com o cheiro?
é por isso que há tantas cenas de amor
o passado tem muito cheiro
e quando tem cheiro as pessoas reclamam
essa cadeira
aquele azul
o contraponto
é uma coisa muito da música
não existe uma obra completa se o caráter for dúbio
não pense, pinte.
esse desejo de ser Deus e ser homem
essa angústia perene
a fotografia leva à morte
vc tira o objeto e a pessoa desaparece
orfeu
eurídice
o porta retrato
a memoria doí, a lembrança não
ao olho uma esfera é um disco chato
é o tato que nos ensina o espaço
se uma palavra pode ser explicada apenas por uma outra
se uma pessoa pode ser explicada apenas por uma outra
uma mesa de cabeça para baixo
divorciada de sua função
eu me reconheço a partir deles
eu me reconheço mas sem o re
e porque desconheço,
estudo o franzir da testa
entre os olhos de criança da minha mãe e os dentes do meu irmão
nos meus dentes
meu corpo perdeu os traços de eternidade juvenil e fala da minha morte
todos os dias quando volto à superfície da minha pele.
minhas cicatrizes já não desaparecem em poucos dias
nenhuma ferida feria e agora todas as enfermidades são crônicas
fujo não da dor, mas da cicatriz e dos calos que seguem comigo.
devoro o sonho em duas dentadas
apago meus cabelos do seu travesseiro
não te carrego em nenhuma entranha
nem desejo nem desprezo
nunca penso na sua casa a partir de mim
ela existe como existem todos os pianos
para quem só sabe cantar
fábulas encantadas
os pés para fora da cama
o cobertor em diagonal
o frio na nuca
escovar os dentes e voltar para sua cama
mais cinco minutos e estou pronta
para ir embora
de suas caixas de leite e sua coleçao de sachês de shoyo
o mundo se guarda nas prateleiras mais altas que eu não alcanço,
aí subo nas cadeiras para imaginar como vc me vê
a trick of light
vc sorriu quando me viu
e eu vi a sua boca por cima dos muros no reflexo do elevador
o tempo como massa, não fluxo.
always in the way
always in the way
i keep on looking at you behind the out of focusness
i want the constant hapiness but i only get the inconsistency
uma loja de parafusos
tios avós que queriam ser padres
bêbados
e milionários
3 pílulas para você ser feliz por 24 horas
e um dia inteiro para e dar a volta em uma praça
is there no man on the moon
no genious in the lamp?
is there no truth?
let me see let me see let me see

Rubem Alves

CARTAS DE AMOR

Leio e releio o poema de Álvaro de Campos. Oscilo. Não sei se devo acreditar ou duvidar. Se acredito, duvido. Duvido porque acredito. Pois foi ele mesmo quem disse - ou melhor, o seu outro, o Fernando Pessoa - que ele era um fingidor. “Todas as cartas de amor se não fossem ridículas...”

Tenho no meu escritório a reprodução de uma das telas mais delicadas que conheço. “A mulher que lê”, de Johannes Vermeer (1632 - 1675). Uma mulher, de pé, lê uma carta. O seu rosto está iluminado pela luz da janela. Seus olhos lêem o que está escrito naquela folha de papel que suas mãos seguram, a boca ligeiramente entreaberta, quase um sorriso. De tão absorta, ela nem se dá conta da cadeira, ao seu lado. Lê de pé.

Penso ser capaz de reconstituir os momentos que antecedem este que o pintor fixou. Pancadas na porta interromperam as rotinas domésticas que a ocupavam. Ela vai abrir e lá estava o carteiro, com uma carta na mão. Pela simples leitura do seu nome, no envelope, ela identifica o remetente. Ela toma a carta e, com este gesto, toca uma mão muito distante.

Para isto se escrevem as cartas de amor. Não para dar notícias, não para dar conta de nada, não para repetir as coisas por demais sabidas, mas para que mãos separadas se toquem, ao tocarem a mesma folha de papel.Barthes cita estas palavras de Goethe: “Por que me vejo novamente compelido a escrever? Não é preciso, querida, fazer pergunta tão evidente, porque, na verdade, nada tenho para te dizer. Entretanto tuas mãos queridas receberão este papel...”

Volto a Álvaro de Campos. Será esta razão do ridículo das cartas de amor - o descompasso entre o que elas dizem e aquilo que elas realmente querem fazer? Pois o propósito explícito de uma carta é dar notícias, e é por isso que elas são feitas de palavras. Mas o que elas realmente desejam realizar está sempre antes e depois da palavra escrita: elas querem realizar aquilo que a separação proíbe: o abraço. Quem quer que tente entender uma carta de amor pela análise da escritura estará sempre fora de lugar, pois o que ela contém é o que não está ali, o que está ausente. Qualquer carta de amor, não importa o que se encontre nela escrito, só fala do desejo, a dor da ausência, a nostalgia pelo reencontro.

Aquela carta fez tudo parar. A mulher fecha a porta e caminha pela casa sem nada ver, buscando uma coisa apenas, a luz, o lugar onde as palavras ficarão luminosas. Que lhe importa a cadeira? Esqueceu-se de que está grávida. Seus olhos caminham pelas palavras que saíram das mesmas mãos que a abraçaram. Seu corpo está suspenso naquele momento mágico do carinho impossível que aquele pedaço de papel abriu no tempo do seu cotidiano.

Uma carta de amor é um papel que liga duas solidões. A mulher está só. Se há outras pessoas em casa, ela as deixou. Bem pode ser que as coisas que estão nela escritas não sejam nenhum segredo, que possam ser contadas a todos. Mas, para que a carta seja de amor, ela tem de ser lida em solidão. Como se o amante estivesse dizendo: “Escrevo para que você fique sozinha...” É este ato de leitura solitária que estabelece a cumplicidade. Pois foi da solidão que a carta nasceu. A carta de amor é o objeto que o amante faz para tornar suportável o seu abandono.

Olho para o céu. Vejo a Alfa Centauro. Os astrônomos me dizem que a estrela que agora vejo é a estrela que foi, há dois anos. Pois foi este o tempo que sua luz levou para chegar até os meus olhos. O que eu vejo é o que não mais existe. E será inútil que eu me pergunte: Como será ela agora? Existirá ainda? Respostas a estas perguntas eu só vou conseguir daqui a dois anos, quando a sua luz chegar até mim. A sua luz está sempre atrasada. Vejo sempre aquilo que já foi...Nisto as cartas se parecem com as estrelas.

A carta que a mulher tem nas mãos, que marca o seu momento de solidão, pertence a um momento que não existe mais. Ela nada diz sobre o presente do amante distante. Daí a sua dor. O amante que escreve alonga os seus braços para um momento que ainda não existe. A amante que lê alonga os seus braços para um momento que não mais existe. A carta de amor é um abraçar do vazio...

“Ainda bem que o telefone existe”, retrucarão os namorados modernos, que não mais têm de viver o amor no espaço das ausências. Engano. Um telefonema não é uma carta falada. Pois lhe falta o essencial: o silêncio da solidão, a calma da caneta pousada sobre a mesa que espera e escolhe pensamentos e palavras. O telefone põe a solidão a perder. Num telefonema a gente nunca diz aquilo que se diria numa carta. Por exemplo: “Eu ia andando pela rua quando, de repente, vi um ipê-rosa florido que me fez lembrar aquela vez...” Ou: “Relendo os poemas de Neruda, encontrei este que, imagino, você gostará de ler...”

A diferença entre a carta e o telefone é simples. O telefone é impositivo. A conversa tem de acontecer naquele momento. Falta-lhe o ingrediente essencial da palavra que é dita sem esperar resposta. E, uma vez terminado, os dois amantes estão de mãos vazias.

Mas a mulher tem nas mãos uma carta. A carta é um objeto. Se não tivesse podido recolher-se à sua solidão, ela poderia tê-la guardado no bolso, na deliciosa espera do momento oportuno. O telefone não pode esperar. A carta é paciente. Guarda as suas palavras. E, depois de lida, poderá ser relida. Ou simplesmente acariciada. Uma carta contra o rosto - poderá haver coisa mais terna? Uma carta é mais que uma mensagem. Mesmo antes de ser lida, ainda dentro do envelope fechado, tem a qualidade, de um sacramento: presença sensível de uma felicidade invisível.

Alves, Rubem . O retorno e terno, Campinas: Papirus, 1994

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A COMPLICADA ARTE DE VER

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

Ilustração: Airon BarretoWilliam Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".

Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...


O texto acima foi extraído da seção "Sinapse", jornal "Folha de S.Paulo", versão on line, publicado em 26/10/2004.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

pesquisar

aubrey beardsley
peter behrens
kalokagathia
tatlin
el lissitzky
rodchenko

"je ne veux même pas savoir si il y a eu des hommes avant moi."
(descartes)

tiago santana

de onde eu vim
jose albano
70 imagens
1992 2000
a fotografia vem, mais do que vc vai até ela
olhar negativo
eu nao queria uma foto dialogando com a outra
xilogravura
ter um projeto
o chao de graciliano

o ralador

o.ralador@ig.com.br

ricardo machado

humans interacting. aprender. o fio. a nossa união é a teia. a comida.

roland barthes

pequenas solidões
desordem
reproduzir ao infinito o que só ocorreu uma vez.
isso é isso
envoltorio transparente e leve
olhe!
aponta com o dedo
referente objetos folhados
dualidades
a foto é sempre invisivel
punha-me a falar de outro modo.
buraco da fechadura
sujeito olhando o sujeito que olha
faço minha existencia depender do fotógrafo
uma textura moral fina indefinivel agitando-me em meu frasco
desapropriam-me de mim mesmo
é o dedo.
ciencia dos corpos desejáveis ou detestáveis
por que o lençol?
o fotografo me ensina como se vestem os russos
reconheço com todo o meu corpo as cidadezinhas que atravesei
o que vejo com obstinaçao sao os maus dentes do garoto
despreso todo o saber e toda a cultura
e vejo apenas a gola danton
fechar os olhos e deixar o detalhe remontar sozinho todo o resto

o rei está nu

e o cao está morto

nao é o como, o que, a luz ou a falta de.
nao é a bofetada na cara, nem o sangue, nem a verdade, nem a mentira.
é que por trás disso tudo não há
nem bofetada na cara, nem sangue, nem verdade, nem mentira.

(s.v.p.)

je vais aller au canada
j'y vais
je veux du chocolat
j'en veux
il parle de ses vacances
il en parle
prends-tu le paquet de biscuits?
oui, je le prends
prends-tu deux biscuits?
j'en prends deux
veux-tu du chocolat?
oui, nicole est amoureuse de lui.
pardon, est-c que vous pouvez répéter? (s.v.p.)

adelia prado

uma boa obra é aquela que te impede de dizer sim ou não.

jose antonio navarrete

(em portunhol psicografado por mim, essa especialista em erros ortográficos)

pero me gustaria saber lo que piensas, como ves.
esta distancia que hay, seguro que hay
el fotografo no oculta, pero tampoco dice.

o tempo se move em torno do imóvel. o homem constroi a sua própria imobilidade.

qual o seu maior medo?

luis ou miguel?

campo fotografico ou campo artistico?

una simples derivacion
de donde deriva?
de donde sale?
desde sus proprias condiciones de visibilidad
este criterio parte de la obra misma e desde la propuesta estabelece la relacion con el todo y no al reves.

simoneta persichetti

"agora, com o digital todo mundo fotografa..."
mas todo mundo sempre fotografou!
todo mundo fotografa, logo todo mundo é fotógrafo?
imagem cultural
se ela nãoo é vista, ela nao existe
bonita x feia
eficiente x ineficiente
o que o artista quis dizer não importa, mas o que chega até aqueles com quem ele pretendia se comunicar.
traduzir a contemporaneidade
u. eco - interpretaçao super interpretacao
eu so enxergo aquilo que já conheço
imagens herdadas
arquétipos
a boa imagem nao se encerra em si, mas é dotada de um poder gerador.
não existe isenção, existe opinião
toda fotografia é uma ato ideológico
olhar anestesiado
baudelaire
"mais vê, quem mais sabe."
ilusão não é mentira.
moramos no contra luz
ver e olhar: o olhar sempre nasce da necessidade de ver de novo. o fotografo não vê, ele olha. a fotografia não mostra, ela aponta.
temos câimbras nos olhos
o pós modernismo é o neto do dadaísmo. o filho é o pop art.
90% do que vivemos hoje não vivemos.
a fotografia está muito mais próxima da literatura do que da pintura.
a palavra é denotativa
a imagem é conotativa
nomear é levar à existência
nossa vida codidiana é cheia de vestígios e não de presenças.
como entender o mundo olhando uma foto por meio segundo?
existem tantas realidades quanto cameras fotográficas.
quem nao sabe ler o óbvio, não pensa o complexo.

i'm gonna sit right here and write myself a letter.

madeleine peyroux
o sonho hoje cedo
tinha espirrado meu xixi nas roupas e as manchas amarelas nao saíam e eram viscosas. depois nos abraçamos os três, drunk.
capítulo 19
capítulo 90
quantas pessoas leram as páginas do fim e quantas chegaram ao meio?
por onde anda o ultimo homem que me disse eu te amo, e o penúltimo? o antepenultimo já não me importa. penso e despenso como se trocasse os canais da tv, esse fluxo. nada disso tem grande valia
faz frio
tenho sono

Fernando de La Rocque para ler em circulo

caixinhas
meu cartão de visitas. a pessoa lembra que fui eu que dei. eu nao vou me tornar o romero brito. eu nao vou desenhar suruba pra estampar vestidinho. instantâneo de multiplicidade. vc vai estar na gentil quando tiver um trabalho bom. conteudo é um acrécimo. o desenho passa pela cabeça e depois vai pra mão.

(para ler em círculo)

o tempo passa a gente passa o tempo passa a gente passa o tempo...

tony camargo

é impossivel pintar sem ter experiência. é impossível pintar sem pintar.

www.casatriangulo.com

rochelle costi

antes e depois. quartos. o processo. 30 anos. o exterior e o interior. uma interferência. como se usa o espaço. antes e depois do nascimento da filha. antes e depois da separação. casas cegas. não consegui nenhuma no trajeto pra cá. essa impossibilidade. a partir do nada transformado. souvenirs. estive e lembrei de vc que já não existe mais. use o espaço. a luz baixando. as pessoas são atraídas. não deixar o espaço vazio. festa atemporal. criar uma narrativa. a sala dos presentes. 40 pessoas. 16 minutos. cada uma no seu ritmo. passear por uma imagem estática. entrar na imagem. como se envelhecer fosse uma coisa horrível. estrabismo: antes e depois. coincidir é dificílimo explicar. sobre a memoria e a impossibilidade. a histeria das pessoas que não tem historia produz memoria. entre real e o irreal, o arreal a 2 palmos do chão (barthes). vc se aproxima da imagem e elas desaparecem.

christian boltanski

"every person dies twice"
christian boltanski

("even in a photograph"
nicole lima)

bit fall

haziness
"my name is julius popp"
it was i who created you
and the way you bite the edges of the cup
and therefore i resist this other version of reality you impose me.
punctum
your details from which i can reconstruct all the rest
starting by the fingernails
today
you are as handsome as you were on the day you left me

pesquisar

bianca brunner
adreas gursky
miklos gaal
gerald garbez
pieter hugo
eva lauterlein
oren noy
caroline shepard
angela strasshein
mieke van de voort
chin chien wang
pablo zuleta zahr

da originalidade

como falar da mesma coisa
com lampadas queimadas?

alívio

você viajou.
alívio não tê-lo ao alcance das mãos
proibida de encher meus dedos da tua face.

aula de fotografia

staged paranoia, tangebility, masks, regarding the pain of others: sontag
sally krims
duane michaels
sonho e morte
eu acredito no invisivel
efecto real
debates pos modernos sobre fotografia
jorge ribalta
i think about thinking
misenabisme
alguem como um gargula
the cat in the boy
living in the once and always now
il faut creer un projet de ville, c'ést a dire, imaginez une ville imaginaire
la beauté
je suis du meme avis que toi
jeff wall
the sapace that is not included
a moment for that coexistence
confuse the appearence of trees
i am a reflection
fotographing other reflections
within the reflection
we need material limitations
duane micheals:
to photograph reality is to photograph nothing
not the geography of the face
but what they are about
the unfortunate man
slowly his hands became feet, his fingers became toes
death comes to the old lady
a powder that floats in space and then disappears
the eyptians invented death.

entre o sal e o sol

Ouvir uma voz que só se ouve no chiado do peito de um lobo, no estômago vazio de um animal ao despertar do inverno, no suor ao fim da febre. Estar nem flutuante nem submersa (se pensar com os olhos fechados, não há diferença).

Andar sobre meus dois pés, bípede como uma humana, nem pássaro nem verme.

Andar na grama e saber que é grama e é verde, mesmo que a memória da grama nao esteja no saber do nome ou da cor, mas na carne da planta dos pés que sentiu o úmido, o frio, o medo e as cócegas.

Andar na areia quente até virar água e não ter mais fundo. Deitar meu corpo sobre a linha do horizonte e sentir mais uma vez o rosto queimar entre o sal e o sol.

sábado, 3 de janeiro de 2009

sozinho

sozinho
todo mundo morre
e morre
todo o mundo
sozinho

Teus dedos

Teus dedos
entre os meus
entre pernas
(entre)
abertas

Roubam o canto
do meu olho,
amor de cheiro
de água, chão,
espelho.

(oxímoro de não ver coisa alguma)

Atravessam a rua
e (sem saber que me atravessam)
abrem o guarda chuva
para te proteger das marquises.

Pão de passas

Desfaz-se em saliva
à boca,
um gosto
de passar das horas.
O digerir dos pães.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

10, 9, 8...

Fazia tempo - se é que isso aconteceu um dia, não me lembro - que não passava o final de ano aqui, em Curitiba. A cidade deserta tem me deixado bastante à vontade para pedalar por aí e então hoje fui até o parque

(dia lindo, fresco, ligeiramente nublado. um dia ou uma dúvida? não sei se morro de sol ou de chuva)

pela ciclovia de sempre, olhando as mesmas casas que sempre (sempre) olho, a pedra que parece um violão deitado e a ponte onde um dia começarei um livro. Enquanto sentia com toda a força o vento nas decidas e recuperava o fôlego para a fraqueza das pernas nas subidas, pensava: é, a vida é mesmo assim.

Aí, ainda que oficialmente em férias como quem tem juízo deve estar no dia de hoje, resolvi escrever para vocês, leitores quase sempre incógnitos, que me acompanharam até aqui neste finzinho de tarde desse restinho de ano. Porque sim, adoro finais de ano, essa última hora contada no relógio, minuto a minuto, até o ultimo, quando contaremos os segundos, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 e a vida recomeçará ao virarmos novamente a ampulheta e tudo terá cheiro de caderno em branco para nos próximos 365 dias nos reinventarmos inteiros.

(se falharmos, é só fechar os olhos e contar outra vez: 10, 9, 8…)

Feliz Ano NOVO.

:)

Elaine

Elaine tinha pele cor-de-índia e uma pinta grande no queixo. Morena boa do cabelo cabelo longo, num corte fora de moda estilo banda de rock da década de oitenta. Naquela tarde morna de quase chuva usava um batom rosa-cereja como se fosse o último detalhe indispensável da composiçao barata de jeans com lycra e blusa preta de renda, que ela prendia com cinto largo bem apertado na cintura. Os dedos de anéis dourados brincavam, entre a ansiedade e o cansaço, com o pingente de crucifixo do pescoço que ela trazia vagarosamente à boca.

Naquela tarde (morna de quase chuva) eu me escondia nos cantos, não conseguia tirar os olhos de Elaine. Tentei me aproximar incógnita, pé ante pé, fingindo que fotografava os pavões do parque. Esforço em vão, então era Elaine quem me assistia.

O tempo, eu já estava ali há vários minutos, parecia ter perdido a pressa. Nem pavão nem capivara havia mais e até a grama já parecia cansada dos meus rodeios.

Um homem se aproxima de Elaine, um homem-jeans, boné, pele escura, queimada, cara de cara suja. Era a hora. Droga de lente, meu olho não consegue chegar mais perto. De observadora me torno cativa do meu próprio objeto. Paralizados apenas pelo silêncio, aguardamos juntos o próximo ato.

Disparo meu único tiro, distante, sem foco nem cor, Elaine estava longe demais. O homem-jeans vai embora e também vou. Adeus, nem o canto do pensamento tem coragem de olhar pra trás. Mãos frias e coração retumbante. Conto os passos, mais rápido, mais rápido, um sorriso disfarçado nos lábios, está tudo bem, tudo bem, a alma é sua. Elaine é sua. Está guardada.

Sinto um toque no canto do ombro, que ombro? Sou dois olhos abertos sem corpo para fuga. É ela, Elaine, tento explicar, ela não quer explicação, claro que não quer, veio pedir sua alma de volta. Recebo mais olhares, putas me comendo as córneas, "aperte o botão desse negócio e eu te desço o cacete sua pirralha".

Pergunta quem sou, se eu sou a mulher que roubou seus filhos e seu marido. Filhos? Marido? Elaine quer saber quantos anos eu tenho, 21 anos, Elaine tem a minha idade, diz que eu pareço mais nova. Penso, mas não digo, que parece mais velha. Pede-me que eu não mostre a foto aos seus filhos, um casal. Digo-lhe que não os conheço, ela pede de novo, pelo-amor-de-deus que eu não mostre aquela foto a ninguém. Balanço a cabeça que prometo.

Elaine enche os olhos d'água, mas a lágrima não cai, rosto duro demais. Está mais calma, quer saber por que eu tirei aquela foto, pergunta se eu sou da polícia. Digo que a achei bonita, ela ri, pergunta por quê.

Elaine queria ser bonita num dia de trabalho com mesa, cadeira e café. Ser bonita num Domingo de manhã tomando banho com toalha nova numa casa com quarto, sala, cozinha, banheiro, varanda e área de serviço. Mas (naquela tarde morna de quase chuva) Elaine era bonita porque era a minha puta no parque, uma imagem ao lado pavão, depois da capivara. Você é uma puta bonita, um manco elegante, você tem umas rugas muito bem desenhadas, e como fica bem sem as pernas!

Solta-me o braço, vou embora de vez, prometo dar-lhe a foto assim que estiver pronta, ela não me agradece. Finalmente chove e a vergonha desaba dos olhos, cada vez mais forte.

Voltei ao parque várias vezes para devolver a foto, mas ela desapareceu. Ela não. Elaine.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

depois que morre vira hipótese.

ontem anotei tudo o que lembrava: violão nos ombros, mãos dadas, a casa das rosas que se estende por dois quilômetros no meio do século xx. suco de limão. suco de abacaxi. liberdade, palitinhos chineses para comer de garfo e faca. melona e açaí no café com doce. o último gole d'água mineral de uma egoísta. uma praça que secou e virou concreto. o que nós achamos disso? gostamos das luzes azuis, mas não das amarelas. coqueiro coqueiro areia areia saudade saudade. sorvete de massa na consolação, um piano na estação da luz: toque-me, sou teu, nos vemos no paraíso. machado, assis, orlando, bruno, antonio e cecília madeira-lima terão olhos de rio que canta e voz de pássaro que voa. um copo vazio cheio de ar singing in the dead of night. um alpino, uma cerejeira, uma caixa de musica de gaveta para o homem que sapateia dentro da lâmpada. adie a urgência até o anoitecer, o amor eterno de hoje até semana que vem, e a revista da última banca sempre estará lá. vacas azuis verdes e amarelas. picasso pinta o que pensa. eu penso que sou van gogh e parafraseio o amarelo. olímpia é uma fotografia. tabaco é uma cor. madeira é um cheiro. seus olhos são mais brancos que os meus.
depois que morre vira hipótese.

domingo, 2 de novembro de 2008

para minha mãe e joão pinto fernandes, diante das fotos de evandro teixeira.

plantei um pé-de-sono, brotaram vinte roseiras,
não foi culpa de ninguém.
e agora?
você que faz versos
vai gauche,
ser carlos na vida!
o mundo e suas canções de timbre mais comovido
estão calados.
eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
essa ausência assimilada,
Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
dois inimigos.
a face serena
a face torturada
meu bem, valer não vale.
recortemos nossa imagem,
mais ilusória que tudo,
(haverá maior falso que imaginar-se alguém vivo?)
assim lúcidos, severos, ou assim abandonados,
assim acordados,
na mais pura mentira
do mundo que se desmente,
os olhos não choram.
e as mãos tecem apenas o rude trabalho.
e o coração está seco.
e a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
os ombros suportam o mundo
não pesa mais que a mão de uma criança.
o presente é tão grande
não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
taciturnos
teluricos
sem teogonia
atrás do homem atrás dos óculos e do bigode.
sua biblioteca
minas nao há mais
a valsa vienense
dia seguinte após dia seguinte,
a pena escreve.
e Alécio vai e vê
a fábula inconclusa,
a cobra que se imprime na lembrança de seu trilho.
deixaram de existir, mas o existido,
mas essa lua,
esse conhaque,
Itabira é um retrato na parede...
e como dói!

domingo, 12 de outubro de 2008

dududududu

(by Sir Paul McCartney)

Every day she takes a morning bath she wets her hair,
Wraps a towel around her
As she's heading for the bedroom chair,
It's just another day.
Slipping into stockings,
Stepping into shoes,
Dipping in the pocket of her raincoat.
Ah, it's just another day.

At the office where the papers grow she takes a break,
Drinks another coffee
And she finds it hard to stay awake,

It's just another day. du du du du du
It's just another day. du du du du du
I'ts just another day.

Ay
So sad, so sad,
Sometimes she feels so sad.
Alone in her apartment she dwells,
Till the man of her dreams comes to break the spell.

Ah, stay, don't stand around
And he comes and he stays
But he leaves the next day,
So sad.
Sometimes she feels so sad.

As she posts another letter to the sound of five,
People gather round her
And she finds it hard to stay alive,

It's just another day. du du du du du
It's just another day. du du du du du
It's just another day.

Ay
So sad, so sad,
Sometimes she feels so sad.
Alone in her apartment shed dwell,
Till the man of her dreams comes to break the spell.

Ah, stay, don't stand around
And he comes and he stays
But he leaves the next day,
So sad.
Sometimes she feels so sad.

Every day she takes a morning bath she wets her hair,
Wraps a towel around her
As shes heading for the bedroom chair,
It's just another day.

Slipping into stockings,
Stepping into shoes,
Dipping in the pockets of her raincoat.

Ah, it's just another day. du du du du du
It's just another day. du du du du du
It's just another day.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

for jude



















sexta-feira, 16 de maio de 2008

inveja boa



MUTO a wall-painted animation by BLU from blu on Vimeo.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

"Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não palavra - a entrelinha - morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora. Mas aí cessa a analogia: a não-palavra, ao morder a isca, incorporou-a. O que salvaentão é escrever distraidamente.”

"Não sei o que estou escrevendo: sou obscura para mim mesma. Só tive inicialmente uma visão lunar e lúcida, e então prendi para mim o instante antes que ele morresse e que perpetuamente morre. Não é um recado de idéias que te transmito e sim uma instintiva volúpia daquilo que está escondido na natureza e que adivinho. E esta é uma festa de palavras."

(Água Viva - Clarice Lispector)

da reciclagem

os 5 posts que seguem abaixo sao o que eu salvei de textos antigos. não sobrou muita coisa, mas eu descobri que continuo em 1985. como nessa frase que eu copiei: “a gente segue em frente, levados por aquele impulso vital que se manifesta em todas as coisas. Aquele que originou a vida, que criou o passado e criará o futuro. Enquanto nós ficaremos sempre no presente, mentindo para nós mesmos que mudaremos com o mundo.... embora eu receie que continuaremos a ser irreparavelmente nós mesmos, como éramos quando começamos a viver.”

(john Malcovich, num filme que eu não lembro o nome)

1985

Quando eu tinha seis anos achava que aos vinte eu seria adulta. Uma vez fiquei vários minutos observando o quadro negro e a letra redondinha da professora, estava escrito lá: "Lages, dia tal de um mês tal de 1985". A preocupação: pensar que no ano seguinte eu nunca me acostumaria a escrever 1986, de tanto que já tinha escrito 1985.

good ideas, bad ideas, reasonable ideas: métodos experimentais para despertar o riso infantil.

1) Tente pegar um peixinho em algum aquário com a mão, se conseguir, jogue ele de volta lá dentro e comece tudo de novo.

2)Comece a dançar e cantar "oh happy day" quando aparecer outro comercial de margarina.

3)Cante quatro vezes atirei o pau no gato, aumentando a velocidade a cada vez. se não der certo cante ciranda cirandinha ou tente o jingle do mingau Cremogema. Depois repita, mas dessa vez nao cante: recite.

4)Conte a história dos três porquinhos em inglês para a primeira pessoa que aparecer.

5) Vá a banca onde normalmente compra o jornal e peça o último gibi da Mônica. aí da próxima vez você pergunta se já chegou o último do Chico Bento.

6) quando for tomar banho: lave o cabelo e coloque tres vezes mais shampoo na sua mão, sente no chão do box e cutuque os dedos do pés. deixe a agua bem quente, até quase queimar, depois se enxugue com uma toalha bem grande.

7) traduza músicas do Wando para vários idiomas.

8) pense em mais coisas infantis e sem proposito e adicione à essa lista.

A mulher desce a rua

A mulher desce a rua, preocupada com coisas que só ela sabe, quando é abordada por um outro sujeito.
— Pra você — diz o sujeito, estendendo-lhe o coração
A mulher pára e fica olhando para o outro, sem reação, por três ou quatro segundos. Vê-se que está com medo de que seja uma pegadinha, um conto do vigário, ou uma dessas promoções escrotas, onde te dão dez tomando cinqüenta.
— Pra mim? — diz, afinal.
— É — diz o outro, com o coração latejando. — Pega.
Mas ela não pega. Não consegue pensar; só olha o objeto pulsante
— Por que pra mim?
— Sei lá. Deu vontade de dar.
A mulher sente sua suspeita aumentar.
— Vontade, é?
— É.
— E vontade por quê?
— Porque você é legal.
"Legal, eu?", pensa a mulher, quase ofendida. Irritada, pergunta:
— Como é que você sabe que eu sou legal?
— Dá pra se ver que você é legal.
— Mas como?
— Vendo. Você é legal mesmo.
— Não sou.
— É sim. Você é uma figura muito bacana.
E volta a estender-lhe o coração.
— Pega, vai...
Mas a mulher não pega. Ela quer explicações. Ela quer entender.
— Escuta, você por acaso conhece a minha vida?
— Evidente que não!
— E se eu te dissesse que já furei olho de passarinho?
— Eu jamais acreditaria.
— Mas furei, tá? — fala a mulher, quase dando língua.
— Furei!
— Não acredito.
— É verdade.
— Impossível.
— Eu juro!
— De jeito nenhum. Você é boa demais para isso. Tó.
E volta a lhe estender o coração. A mulher está furiosa.
— Olha, deixa eu tentar entender.
— Tá.
— Você quer me dar seu coração...
— Isso.
— Porque eu sou, supostamente, uma pessoa legal.
— Supostamente não: você é legal.
A mulher se impacienta, mas, com esforço, se contém; ela quer é esbofetear o outro.
— OK. Digamos que eu seja.
— Sim.
— De onde você tirou esse coração?
O outro se surpreende.
— Ora, é meu!
— Seu, é? Sei.
— É meu sim!
— Duvido. Se fosse seu mesmo, você não dava.
— Por quê?
— Porque ninguém dá o próprio coração
O outro está bestificado com o coração na mão.
— Ora, eu dou. Quer dizer, não dou; geralmente eu guardo... Mas hoje resolvi dar.
— Ah, resolveu.
— É, resolvi — responde o outro, já ficando irritado.
— Resolveu abrir mão do seu patrimônio.
— É.
— Pois você não devia fazer isso.
— E por quê?
— Porque é errado.
— Errado por quê?
— Porque é, ora.
O outro não quer acreditar. Continua segurando o coração. Volta a oferecê-lo.
— Olha, o coração é meu, certo?
— Certo.
— O que eu faço com ele é da minha conta apenas, certo?
— Certo.
— Se eu uso, dou tiro, furo com faca, como, bebo, ou enfio no cu, é problema meu, certo?
— Certo.
— Se eu o dou a você, é problema meu também, certo?
— Não: é um problema meu
O outro fica meio minuto olhando o coração, está quase parando de bater.
— Meu, pega. Tô te dando.
— De jeito nenhum.
— Mas é o melhor de mim
— Por isso mesmo, absolutamente inaceitável.
— Inaceitável por quê? — pergunta o outro, já desesperado.
— Porque eu tenho princípios!
— Que princípios? É amor!
— Ora, onde já se viu? Então, um belo dia, um gaiato sai por aí dando o próprio coração a quem mal conhece porque acha o mundo legal, e ainda acha que isso é normal, aceitável, e não sei mais o quê? Não pode!
— Mas porque não?
— Porque está eliminando da nossa sociedade, da nossa cultura, a noção do amor, do sofrimento, da conquista. Imagina se tem graça pra mim sair à rua e ganhar um coração do primeiro laranja que me aparece, como se eu fosse um mendigo. Pra mim não serve, entendeu?
— Mas você é tão legal... olha, viu como você é articulada? Como fala bem? Para quem mais eu poderia dar um coração, senão para alguém assim, tão... tão preparada para tê-lo? A mulher balança a cabeça, triste. Põe a mão no ombro do outro. — Meu pobre amigo, convença-se: seu amor é moralmente inaceitável ! E vai embora, deixando o outro sozinho com o seu coração. Caminhando tranqüilamente, ela chega à sua casa. Já na entrada percebe o vazio dentro de si. Olha para trás, não há mais homem, há apenas um coração morto, secando ao sol Olha-se no espelho, não há nada,
um rasgo no peito,
está morta.

almofadas

escreva até quinta-feira
hoje é quinta-feira
preciso screver uma coluna, vértebra por vértebra,.
quem sabe escrever sobre meu amor eterno pelas minhas almofadas:
Sim, porque almofadas são as substitutas mais eficientes para um corpo
(protesto: precisam fazer almofadas maiores).
Almofadas entendem que as vezes ouvir a billie é preciso
(talvez eu devesse comprar almofadas novas ao fim de cada amor, ou começo.
almofadas virgens pra quando o amor vira espuma).

domingo

Domingo pra mim era aquele aquele dia comprido de sol, quando eu tomava refrigerante e comia a comida dos outros. Depois do almoço era também meu dia de fugir de casa. Aproveitava o silêncio da digestão às duas da tarde, enquanto a louça ainda pingava no escorredor, meu irmão se trancava no quarto com seus discos, minha mãe corrigia provas e meu pai monopolizava a TV variando entre canais de esporte e programas de auditório, e fugia para ir à matiné do cine marajoara.

Adorava aquele mundo pouca luz, silêncio quebrado por risos, sustos e pipoca
sendo triturada em punhados. Os primeiros minutos eram tensos, shhhhhhhhhhhhhhhhhhh! toda a gente concentrada, olhos fixos na tela rumo à hipnose. A história mesmo não importava muito, não importava nada.o filme podia ser ruim, o filme podia até acabar, mas cinema era meu, minha poltrona, minhas duas horas.

Meu primeiro namorado na quarta série eu só via na matinê de domingo. Nunca nos tocamos, apenas sentávamos um do lado do outro para dividir o mesmo pacote de balas e aquelas imagens projetadas. Namoramos quase um ano assim, depois ele cansou e me trocou por outra que deixava pegar na mão.

No ano seguinte minha mãe e eu nos mudamos para um cidade maior, dessas onde é difícil fugir a pé. Também fiquei sem pai nem irmão pra mudar o canal aos domingos e um ano inteiro sem ir ao cinema. Até que um dia minha mãe me chamou para sair. Não era domingo, nem era à tarde. Foi meu primeiro filme não dublado. Espremi os olhos lendo as legendas de um filme de quatro horas de duração censurado para menores de quatorze anos num cinema sem pipoca e sem lanterninha. Eu tinha onze anos de idade e o filme era “A insustentável Leveza do Ser”.

Não esqueci sequer um minuto daquelas quatro horas sem piscar, o mundo em volta
desapareceu e eu chorei pela primeira vez choro que não era por mim. O choro no cinema é uma tristeza de mentira que dói de verdade. É uma tristeza que todo mundo sente junto pra voltar pra casa com os bolsos cheios de frases roubadas de tragedias inventadas.

Depois desse vieram outros filmes, outras pessoas sentadas enfileiradas numa mesma sala, gente que eu não vi, não conheço, e que não vai me oferecer um lenço, um ombro ou uma carona pra casa. Meu horário preferido é o da sessão das cinco, a gente entra de dia e sai quando já está escuro. A sensação é de blecaute, de ter passado anos fora do mundo, vivendo os devaneios dos outros. Nada como pagar pra esquecer de si.

brasil x senegal

Pausa para o café.

mais uma xícara, biscoitos cream cracker e cápsulas de guaraná.

Sentada no chão da sala, brasil x senegal. do jogo só entendo o barulho do tênis na quadra e penso no quanto é indecente esse uniforme amarelo e que eu queria falar isso p/ alguém deitada em um colo ouvindo os barulhos de um estômago conversando consigo mesmo.

varal

Chovendo aqui. Roupa molhando no varal.

Sono, cama gelada.

escrever para os fantasmas que sentam no canto do quarto, que dormem embaixo da cama, no fundo do copo, atrás do espelho, misturados ao pó dos livros

em velhas fitas k-7

Releio os poemas que me foram escritos pra forçar um choro antigo

choro-mofo, de chumbo, de dados

trocados

melhor assim
melhor o fim
melhor jasmim
melhor pra mim

Espero o sol apagar a luz para não ver o dia sair para lugar nenhum,

amanhecer ninguém.

1976

Hoje você foi dormir às seis e meia da manhã, saturday night much fever, acordou muitas horas depoisnuma tarde de um domingo abafado, bebeu litros de coca-cola (diet), tirou quase uma centena de fotografias de pessoas que você nem conhece, escreveu pra outras tantas incógnitas almas, moveu a prancheta do quarto p/ a sala, vasos de um canto ao outro, plantou um pé de araçá, ouviu três vezes o mesmo Cd, dois livros novos, poemas novos, terceiro dia de uma dieta insana, primeiro fim de semana não alcóolico.

teu irmão fez vinte e quatro anos e você não fez nada. passou a vida fazendo nada, perdendo tempo com desenhos em papel barato, tintas que secam nos tubos unused, horas em laboratórios revelando uma mesma foto, tardes inteiras daydreaming, staring at the ceiling, digerindo nada.

você poderia ter feito coisas mais compreensíveis... o projeto da faculdade, o banco 24 horas, o supermercado. você podia ter perdido menos tempo com pessoas. Poderia ter guardado dinheiro, ter um carro, um filho, e ironicamente estaria à exata mesma distância da morte.

formiguinha

sentada à sombra
um ventinho que se confunde com o som dos ares
condicionados inside the building
férias, deserto, as poucas pessoas que há transitam, sentam, lêem, comem, bebem guaraná.
eu escrevo.
vontade de fazer bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
uma formiguinha gostou da idéia e veio caminhar entre meus dedos.
uma bem pequenininha
uma formiguinha com asas
será que as formigas crescem?
ou já nascem do tamanho que são?
acho que as formigas não crescem não.
(seria uma rima, não seria solução)

crisântemos

saudades de dias amanhecendo e corpos trêmulos
de boca molhada pedindo beijo
dedilhar carícias escorregando devagar sobre costas
licores doces derramados sobre pele

na minha casa não tem jasmim, mas tem um cacto e
há sempre onde buscar crisântemos
ontem fui dormir devorando as pétalas

escrever é Paliativo. me dá um beijo paliativo? o mundo deve ser redondo de tanto as pessoas mudarem de lugar umas atrás das outras, ou fugirem umas das outras.
lá da sala, a música pergunta? "cê tá pensando que eu sou lóki bicho?".

(2000)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

how to pose


1984


2000 (acho)

terça-feira, 29 de abril de 2008

não se olha os dentes

como diria meu amigo otávio...

quinta-feira, 24 de abril de 2008


Coletivo Nuvens, upload feito originalmente por elisandro.dalcin.

da serie: os meus amigos são foda

segunda-feira, 21 de abril de 2008

homenagem a tiradentes

e aí, vai enforcar o feriado?

burn baby burn

a ultima da minha mae (via skype): "nicole como é que eu gravo cd?"
eu: uai, é só entrar no nero e clicar.
mae: "o que que é BURN?"
eu: uai, é aí que grava.
mae: "affe, ainda bem, eu fiquei com medo que pegasse fogo..."

sexta-feira, 18 de abril de 2008

...






quinta-feira, 17 de abril de 2008

emptiness




segunda-feira, 7 de abril de 2008

<:)



feliz aniversário
pra sempre
:)

domingo, 6 de abril de 2008

pick a thought:

"raio não cai em pau deitado"

"pra quem tá se afogando jacaré é tronco"

"win wenders...e aprendenders"

"quanto mais alto o coqueiro, mais alto o coqueiro"

punctum




imagem de um quadro do meu amigo f-r-a-n-c-e-i-s.

sábado, 5 de abril de 2008

melissa e manoel






















sexta-feira, 4 de abril de 2008

branco sobre vermelho

a palavra

Algo que esparrama mas não se move, algo que se dê-forma. Apago a luz e os mundos se agrupam por semelhança. A casa não me contém: sobre ela repouso. A textura é o contorno, é como se, como se, como se, um pequeno mergulho, uma cor, a palavra.

domingo, 30 de março de 2008

pigeons

Même les pigeons vont au paradis


imagem de miquelet

da série: lessons on behavioral patterns:

I came to study, he said. I offered him some fresh coffee, which turned out to taste older than ourselves. Later, when I knocked to say goodbye, I asked what he was studying: "art", he said.

I thought you'd gone on the biking trip, I said. No, he replied, with a genuine mix of surprise and defense. I insisted: what are you working on right now? "art", he said.

terça-feira, 18 de março de 2008

parede





domingo, 16 de março de 2008

>






por unrumoralilarompiendose. minha nova musa



sexta-feira, 7 de março de 2008

howcan youmend?


por mumunhas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Correr no sé donde


Correr no sé donde, upload feito originalmente por unrumoralilarompiendose.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

on the light we show our masks

and on the shadows we hide





































O louco (a minha sombra) escancarou a boca:
- O que restou de nós decifrado nos sonhos
Os arrozais, teu nome, tardes, juncos
Tuas ruas que no meu caminho percorri
Ai, sim, me lembro d um sentir de adornos
Mas há uma luz sem nome que me queima
E das coisas criadas me esqueci.

Hilda Hilst

sábado, 29 de dezembro de 2007

dizia a canção

Ontem Rafael Urban anunciou: 362 dias até o próximo natal, e explicou: É que o ano que começa depois de amanhã será bissexto. A princípio, ganhamos um dia. What a difference a day makes? 24 little hours... dizia a canção.

O que você vai fazer com o seu 29 de fevereiro? Poderia ser até um concurso daqueles promocionais institucionais. Quem sabe uma campanha para uma empresa de telefonia celular? Decidir o que fazer com um dia, afinal, não é das tarefas a mais árdua: ir ao parque, ir ao museu, ficar em casa e revirar a terra das plantas; fazer pequenos consertos naquelas roupas que a gente não usa porque falta fazer a barra, ou pregar um botão; tomar sol, se houver sol; assistir a todos os filmes de um mesmo diretor ininterruptamente; visitar um parente, ou um amigo; colocar “a correspondência” em dia (“é que eu sou do tempo em que se escreviam cartas...” – recentemente me dei conta de que já posso sair por aí elaborando frases em tom nostálgico e caí na risada).

Quem sabe, pensar em algo do reino das coisas que nunca fizemos antes, mas gostaríamos: pular de um trampolim de dez metros de altura; praticar judô na lama; mergulhar a 40m de profundidade; ou passar o dia em um spa alternativo, recebendo mimos e tomando chá verde com suco de abacaxi para desintoxicar (um amigo, orlando – claro, no messenger disse: SPA é onomatopéia de auto flagelação: SPA! SPA! SPA!).

Há ainda o universo daquelas coisas que nunca imaginamos fazer, ou que imaginamos que jamais faríamos (note bem que são coisas diferentes), como correr uma maratona; ler poemas em voz alta em público; fazer escova progressiva no cabelo; participar de um concurso de lambada; nadar nu em um lago gelado na Finlândia, vai saber! Cada um tem uma playlist de si mesmo, em ordem crescente do menos ao mais urgente, obviamente, porque a gente sempre faz primeiro tudo o que não tem a menor importância. Por que a gente sempre faz primeiro tudo o que não tem a menor importância?

Enfim, brinquemos:
O que você vai fazer nos próximos 10 minutos?
O que vai fazer amanhã de manhã?
O que vai fazer dia 29 de fevereiro de 2008? O que quer fazer em 2008? E pro resto da vida? se pensar bem, o resto da (nossa) vida nem é tanto tempo assim.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

6pm - stuck in traffic































he visto una lluvia de sol

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

mark ryden



quinta-feira, 22 de novembro de 2007



(storm thorgerson)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

una caja negra con una sonrisa en sus labios.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 26


(anuschka lemos - escapatorias)

ontemeusonheiqueeraumhomemtentandonaoserdevoradoporpeixes
numriodecorrentezasgastasdepoisdetersobrevividoaumdesastredeaviao.
O seu não estar me incomoda mais agora que meus pés estão frios. Desta vez teimo e não levanto para calçar as meias, mesmo sabendo que o frio inevitavelmente vencerá e não me deixará dormir. Continuo. Faço contas: trezentos e sessenta e sete dias trazem dezesseis de fevereiros e trintas de outubros. Amanhã será sempre o seu aniversário. Terças-feiras, dezembros e anos novos: melhor evitar. Onzes de novembros são bons dias para decisões definitivas. Espere uma semana e na próxima sexta-feira dirija dezenove anos em direção ao sul. Em uma noite e um dia de silêncio compartilhado escrevemos um léxico inteiro. Toquei seu cabelo apenas uma vez, depois do almoço, por não mais de três segundos. Um livro fez seis anos e me mostrou um poema que eu guardei para te dar num domingo no museu (de margarina ou de artes escondidas): manoel, porque as coisas que não existem são mais bonitas. Por que as coisas que nao existem são mais bonitas? No verso, uma página em verso. Inverso. Penso no quanto você gosta de (se) esconder (nas) coisas e ficar imaginando se (te) encontrarão. Imagino suas mãos e a régua cortando o papel cor-de-rosa (on the right and at the bottom). Aperto com a ponta do dedo indicador os dois traços que você marcou mais fundo, três vezes com a caneta, nos prendendo com força ali: entre o fechar e o abrir parênteses. Fixo minha memória em qualquer imperfeição que humanize esse rosto de traços que me escapam como se quisessem me convencer de que você não está lá (ciclón o huracán), mesmo quando me olha. Espero você sorrir e passeio pelos seus dentes levemente desalinhados, mas só encontro abrigo em uma saliência no topo do seu nariz, ou na minúscula pinta sob seu olho direito. Mais adiante vejo um outro nariz, insistente, tentando esconder um rosto quebrado. Gesticula. Grita. Está sem olhos e cheio de boca. Eu, de costas e sem ouvidos. Você fechou meu espelho e agora não posso mais ser reflexo. Obrigada. Prometo que ainda hoje sonharei com dedos e perseguições de uma quadra que não acaba nunca. Amanhecerei janela, anoitecerei porta. Minha impotência continuará rebatida numa parede branca. Por que me olha? Por que vem até aqui? Por que me lê? (e mais duas perguntas que repetimos desde a primeira vez). Te contei que minha cozinha foi invadida pelas formigas centenárias? São imensas. Dizem, sinal de mudança. Finalmente veio a chuva e novos barulhos. Amanhã você me convida para um almoço, faz piada e diz que vai se casar. Pergunta o que eu penso. Eu penso, claro, que gostaria que fosse verdade, though we both know it isn’t, that what you came to tell me is much worse. Está indo embora das minhas terças, quintas e (às vezes) sextas. Não nos cruzaremos mais. Eu não saberei onde mora, se comprou sapatos novos ou se precisa cortar o cabelo.
Então estico mais um tanto a página e faço 26 - vinteeseis - círculos concêntricos.
Desenho um ponto e uma vírgula.
Anuncio:
A balada chega ao fim como chega um dia,
Como tudo chega
Um dia
Chega
Porque chegar é em si um fim
Para tudo que é partida.
"Porque no fundo já sabia
Que não se pode ir mais além
Porque não existe".
(Porque quando amanhecer,
Será sempre o seu aniversário)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

He visto un huracán ser llevado por una tempestad. ahora se queda sólo el sol, en el silencio tibio de los bancos de cemento del parque.

domingo, 21 de outubro de 2007

cuándo huracánes duermen, sueñan con ciclones.

domingo, 14 de outubro de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 25


(david hockney)

les médias sont séparés
moyenne finale = 7,0
ils sont trés fier de cette traditions
quoi encore ?
pour le que j’ai déjà entendu parler.
1) desolée, je ne suis pas d’ici.
2) Je croix que je suis perdu.
3) à gauche
4) a droite
5) tout droit
6) a l’angle
7) en face de
8) au coin
9) carrefour
10) feu

faire un dialogue avec l’imparfait :
olá,
eu quero os seus clichês e suas metáforas. yes, i realize i shall not demand them. i feel an urge to protect both of us, as if this were some twisted sort of faith we must resign to. excuse me: i'll just put my verses back in the drawer, underline my already underlined texts so i can recite them mentally as i walk alone my well known corners.
no
i hear your voice in a recorded message
i play back and forth
in my brain
i wonder
what we will talk about
or if we will be so nervous that it may seem hard to find anything to say at all, or if perhaps - at last - your mouth and hands will feel familiar on my body as your warmth touches mine (in this discovery of all the things we have already done). i fear delusion is on its way. but as i was once told: to a certain extent we are all delusional: and what difference does that make?

sábado, 13 de outubro de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 24


Meu cansaço is beyond sleepiness. Agora minha casa se ocupa de tomar o lugar das coisas urgentes: o projeto do meu pai, as fotos, a biblioteca. I dreamt of you last night, we had sex but didn’t finish it. Era um estar imersa no vácuo. I woke up at 4 am e amanheci ouvindo minha janela. Insisto que você não existe. tu n'est qu'un fantome dans ma tête. Se ainda te olho atentamente é porque por vezes te imagino escondido in the geography of your face, aí te procuro como procuro nas paisagens da minha infância algum traço do que persiste.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

the ballad of sexual independency - page 23


they say that the songs that play in our mind when we least expect are the ones that tell us what we need to hear the most.
it is all true.
it is all there.
and it is not all good.
what is inside that hurts and i've tried to hide. it is not ice that covers my silence, it is the belief that there is no use in telling things sometimes. "when you keep quiet for a while you realize just how much useless stuff you tend to say." i don't want to hear myself talk of sadness and broken hearts (mine and those of others). i can't avoid my thoughts, but i can hold my words back. bobagem, they say. it is only until you meet the one, they say. you will find love again, they say. whatever you say, i say.
i don't even know if i care to get back on my toes and be "happy again" when i know it is only to fall on my knees a minute later. i prefer to think que no hay cielo, mar ni tierra y que la vida es un sueño.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

o nome dele é d.

aceito. obrigada.

o nome dele é juan travnik

e a él le gusta diego maradona

"dá-me-lo el telefonito"

o nome dele é ALlan

mas ele diz pra todo mundo que se chama alLAN

"o verbo é acolher: acolha"

o nome dela é maria tereza

com s ou com z?

"a gente nao tem que ter medo do outro. o outro está em mim assim como eu também estou no outro."

terça-feira, 28 de agosto de 2007

cast


in order of appearance: you and me and everyone we know.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

haggenboots

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

a nicole lima vê o mundo assim:

quarta-feira, 8 de agosto de 2007


(o renato faccini vê o mundo assim)

quinta-feira, 26 de julho de 2007

o cavaco e o toco - 4 - sempremerege

Nicoleta,

Segue o meu curriculum resumidinho. Veje se e' isso.
Hoje passei algum tempo na biblioteca vendo material
sobre poesia, fotografia e afins. Pensei pensei pensei
mas ainda nao gostei de nenhuma ideia de titulo. Amanha
de manha eu mando.

Luciano checou todos os trecos que vem com o projetor.
So nao quis ligar porque nao sabe. Mande instrucoes de
como testar, se for preciso.

To acabadinha... ZZZZssss... meu zeloso guardador
sempre merege...
Abrac[s]o,
Boizinha

domingo, 22 de julho de 2007

o cavaco e o toco - 3 - canto

Nicoleta,

Aqui no canto da cozinha do Ricardo. Ricardo e Luciano jogando xadres.
Chrissy e Aglae comprando sorvete. Eu e a gata so assuntando :)

Hoje tirei fotinho daquele " nosso" Starbucks. Aquele banco de rua
da foto (aquela :) nao tem mais.

Imagino voce hoje nos inventos da sala. Alem dos elefantes e o
with me no one can, vamos achar um anjo torto pra ficar de guarda.

Amanha estamos voltando a Montreal de noitinha. Ligo amanha de
manha.
Abrac[s]o,
Boizinha

quarta-feira, 18 de julho de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 22


(storm thorgerson)

04/03

a paz chegou. já não tenho dor alguma. aliás, já não tenho. convivo em estado de calmaria entre a luxuria que me resta e esse vazio que vemos no fundo dos olhos um do outro quando acordamos semi-abraçados nas manhãs de domingo (eu com frio e sono, você com calor e pressa). ponho-me a fotografar o meu próprio silêncio. o seu também, eu já aprendi. de toda forma tenho esperado o nosso adeus, esse que virá em um guardanapo que você vai deixar na mesa, ou do lado da cama, porque nós dois sempre precisamos tanto da palavra escrita para dar forma às coisas.

nossa ciranda: you-wished-i-could-i-wished-i-could-we-wished-we-could-everyone-wished-we-could

but-neither-of-us-can.

essa distancia mútua (insisto: todas as distancias requerem dois pontos e um intervalo) uma hora será incômoda, quereremos mais e, diante da nossa impotência, nos resignaremos ao nada, que é melhor do que o meio. o meio estar causa mal estar. a leveza aí se faz paradoxalmente esmagadora. dá vertigem. é como andar em muros sem ter onde segurar, descer escada sem corrimão.

e eu morro de medo de altura.

sábado, 14 de julho de 2007

Between The Bars

Drink up, baby

Stay up all night

Things you could do
You won't but you might

The potential you'll be
You'll never see
Promises you'll only make
Drink up with me now
And forget all about
Pressure of days
Do what I say
And I'll make you okay
And drive them away
Images stuck in your head

People you've been before
That you don't want around anymore
That push and shove and won't bend to your will
I'll keep them still

Drink up, baby
Look at the stars.
And I'll kiss you again
Between the bars
Where I'm seeing you there
With your hands in the air
Waiting to finally be caught

Drink up one more time
And I'll make you mine
And keep you apart
Deep in my heart
Separate from the rest
Where I like you the best
Keep the things you forgot

The people you've been before
That you don't want around anymore
That push and shove and won't bend to your will
I'll keep them still

segunda-feira, 9 de julho de 2007

o cavaco e o toco - 2 - clic clic

Nicoleta,

Hoje me fui pra velha Montreal.
Fotografei nossos balanc[s]os e o lugar daquela foto de voce
com patinac[s]ao (agora laguinho) ao fundo. Tambem um tio que
dava free hugs. Ate queria um mas fiquei com vergonha.
Lu ta qui me enchendo o saco porque disse que nao me fui porque tinha
visita :) Ele manda um beijo. Ta gripando, calc[s]a xadres,
camiseta ralinha de Fortaleza, oculos de Amherst.

Durma com seu anjo. Abrac[s]o,
Boizinha

o cavaco e o toco - 1 - janela

Nicoleta,

Aqui olhando a janela de plantas e copinhos como a minha.
Um alvoroc[s]o de memoria, coisa entrando e saindo. Camarim
cena, cena camarim e algum corredor sabe-se la onde vai dar.

Ja pensou no que quer que eu leve? Estive vendo uns livros
e passei pela ala da fotografia. Quer que eu procure alguma
coisa?

Hoje ta mais quentim :)

Abrac[s]o,
Maria Lucia

sexta-feira, 6 de julho de 2007

:)



"vc conhece liniers?"

quarta-feira, 4 de julho de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 21


(antoine d'agata)

03/03

consentimento. inteirez. o humano. metaliguagem. o fim no início. o digital. a universalização. imagens efêmeras. a grande produção. as primeiras fotos são de 1966. o espaço tem limite doméstico (como você as disporia na sua própria sala?) . as fotografias brincam de ser casa dentro do museu. do chão até o teto. astorga : 1976. girls on the fence. a valorização no engenho daquilo que excede até a inexistência das coisas. afternoon. sergio larrain : um estado de graça. criar uma relação com o mundo. nan and brian in bed. mesmo se as relações são destrutivas as pessoas ficam juntas. antoine d’agata. dor. erotismo. uma pessoa : superpopulação. i’ll be your mirror. “nothing is ever the same as they said it was. it’s what i’ve never seen before that i recognize” (diane arbus)

terça-feira, 3 de julho de 2007

epiphany

"i think we have established that almost all human behavior is selfish and delusional to some extent. the epiphany comes when you realise that selfish and delusional may not mean bad in the big scheme of things."
(andy avery)

"na minha caixa de bombons, os de côco vão primeiro, serenatas de amor por último."
(fabricio furtado)

the ballad of sexual in_dependency - page 20


(nan)

march 1st

you and that hideous pink t-shirt.

percebo mais um dos nossos defeitos comuns: o prolixo prazer de discordar. o hábito de interromper e abrir never ending parêntesis

ontem segui minha viagem in search of images from my subconscious.

fiz questao de fechar os olhos all the way there and back. it is a hard road, that road in particular.

fotografar também reminds me of you, everytime i catch myself bending my knees backwards while holding the camera. mas nehuma das duas coisas eu posso evitar.

seria mais fácil, were you not ao alcance da minha mão, das minhas duas mãos, essas que se dividem entre a força que me impele e a que me contém. o impulso de fazer logo o absurdo e a certeza do ridículo.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 19


(nan)

27/02

dia longo, passei sozinha com minhas entranhas, com minha bola de fios cheia de nós, desfazendo-os um a um, pacientemente, mesmo sabendo que eles se reatarão amanhã, e eu tornarei a desmancha-los. penso em amaranta que fazia e desfazia a sua própria mortalha. enquanto isso a paz, o sono e a fome chegam, sempre chegam. o sonho ainda não veio. de toute façon, tem sido bom conseguir aceitar receber o seu carinho, às vezes dói porque eu me sinto sem ar para soprar balões, encho meus pulmões de vácuo e não consigo não consigo não consigo, você sabe. para oferecer tenho café, fruit bread, and a toaster. i can show you the book passages i've underlined recently. i can let you hold my hand and warm my feet. you can hug me with all the cheesiness of the hugs that have no tomorrow. i can chuckle with your remarks at lunch and disagree with you over coffee, while we egotistically amuse and amaze ourselves with our ability to be amused and amazed with our own hilarious arguing and quoting skills, as we roll in our beds laughing alone each night before we go to sleep.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

and maybe life is just that simple.

partindo do principio que eu sublinho, copio ou colo whichever pleases me, today, as some sort of welcome back party in celebration of this post after a considerably long silence, i therefore decided to start with the sentences that made me laugh recently:

orlando, on his latest silly talks:

"- Invadiram a reitoria! Vocês vão?
Demos um jeito de não responder, e fomos à História. Lá, enquanto lanchávamos na companhia de mais uns cem outros alunos, surgiram os indefectíveis barbudinhos e seus microfones. Anunciaram o que acontecia; pediam apoio; justificavam com abuso de advérbios ("historicamente" era o mais usado). Ninguém interrompeu o lanche; alguns se mandaram dali porque o som das perorações estava alto demais. A sensação era parecida com aquela com que os epiléticos devem encarar seus ataques periódicos: lá vamos nós de novo…"

* * *
"- “Bonito” é brega.
Deve ter usado algo como “design arrojado”. Eu, que envelheço a dores vistas, sempre que leio a palavra “arrojado” penso em bumerangues"

* * *
you: "embrace the cheese"

me: "ghi ghi - brinquedos inteligentes?"

sexta-feira, 11 de maio de 2007

in_veja

quinta-feira, 10 de maio de 2007

blossom's blues

My name is Blossom;

I was raised in a lion's den.

My nightly occupation?

Stealing other women's men.

I'm an evil, evil woman,

But I want to do a man some good.

I'm Gina Lollobrigida,

I ain't Red Riding Hood.


(on "top 5 songs to be sung in the shower on cold winter days" or "top 5 songs to remind you why you should get your nails and waxing done")

in_take



quarta-feira, 9 de maio de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 18



26/02

dependo de carinho como uma droga que se toma a cada 12 horas. sex sleep eat drink dream (and listen to king crimson). repeat as necessary. still, there is a part of me that wishes i could take my whole self back, crowl through your window uninvited, pegar de volta minha caixa, meu livro, mudar seus moveis de lugar, destruir os negativos das fotos que tirou de mim. o que tirou de mim? “i left parts of myself everywhere” suddenly feels more like i kept the parts and gave away all the rest. yet, no regrets on my behalf. we both know i’d have done it all over again.

nonetheless, what am i supposed to say?

i’m sorry i spent months fazendo um presente tão imperfeito quanto eu. desculpe pelas metáforas, estavam no chão, não sabia que eram suas. você tem razão, não há café que dure tanto tempo.

*^&%#(%&amp;amp;amp;amp;amp;amp;@(%$&^#^&&***%#$&

(...)

instruções para abrir uma caixa:

  1. ponha a água para o café, a quantidade deve ser suficiente para apenas uma xícara, posto que este é um exercício de paciência e solidão.
  2. retire do fogo antes de ferver, para não queimar, e derrame aos poucos sobre o pó, circularmente, como se fosse um manto.
  3. abra a caixa, coloque o CD para tocar na primeira faixa.
  4. retire a primeira imagem com o cuidado de quem segura um recém nascido que ainda não é capaz de firmar a cabeça.
  5. derrame o café na xícara pensando naquele barulhinho que fazem as garrafas de vinho when we pour the first glass. não coloque açúcar, nem leite.
  6. segurando a xícara com as duas mãos, beba em pequenos goles, lembrando-se de inspirar nas nota longas e soltar o ar nos acordes graves.
  7. pense em coisas boas.
  8. sinta o aconchego de receber um presente.
  9. quando acabar a primeira música, press stop.
  10. cole a imagem no canto esquerdo de uma parede vazia, na altura dos olhos.
  11. feche a caixa.
  12. lave a xícara, deixe secar sozinha na parte alta do escorredor, virada para baixo.
  13. repita o ritual apenas uma vez ao dia, o que também pode ser uma vez ao mês, ou ao ano, ouvindo a cada vez a faixa correspondente àquela imagem.
  14. quando todas estiverem na parede, lado a lado, retire-as da direita para a esquerda, fazendo o caminho inverso, em silêncio.
  15. guarde todas na caixa, feche e esqueça em algum canto de armário ou fundo de gaveta.


(e se algum dia cruzar com quem que lhe fez a caixa, tente não dizer nada destrutivo, agradeça simplesmente, dê um abraço -- se tiver para dar, atravesse a rua e vire a primeira esquina à esquerda ou à direita, o que for mais à mão).

segunda-feira, 7 de maio de 2007

life is...



...just a bowl of cherries

:)

sábado, 5 de maio de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 17


24/02

vi o dia amanhecer.

3 rostos passeiam transfigurados pela minha memória awaiting to disappear, much like an ordinary meal you don't remember having, yet, your body is no longer hungry: um olhar triste que tentava me alcançar across um mar de corpos, where i stood holding his voice with my bare hands. un petit vieux. uma mão estendida depois do café. você deslizante e intangível. penso nesse passado inacessível, há rastros, restos, na pele e na arquitetura, mas e se não houvesse? e se nos apagássemos de nossa superfície a cada dia? how to exist without ever having, without having... forever?

quarta-feira, 2 de maio de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 16

contei hoje: 16 pages down, 10 to go.
:)

e num acesso bridget jones contei também:
(in the last 6 months, roughly... yet amusingly)

bottles of wine: 9 and a half
(o chardonay ficou pela metade, como o filme do almodovar, must fix that immediately)

cigarrettes: hmmm, nothing to be proud of there... today, none!
books read all the way through: 6
half way: 5

borrowed: 1
lent: 1
to go: 1234352623455453248674852057

poems written: none
posts: 57
rolls of film: 43
new friends: 11
old friends reunited: 6
lost: a handful, oh dear
good movies: 17

bad movies: only one, and in good company.
misunderstandings: 1, huge.
nights out: 37
parties in: 3
new cats: 1
move outs: 1
break ups: 5
dumped: 4
got dumped: 1 (pas mal!)

bands/musicians discovered: 15263748495068456366
great bands/musicians loved: 17
great bands/musicians unburied: 15
boxes made to the ones i love: 3
received: 1
kilos gained: 4
lost: 1

days exercising: zero
days at the beach: 7
rained: 4
cups of coffee alone: 540
in good company: 96
inaproppriate phone calls made: 2

received: 2
embarrassing unsolicited visits made: 2
received: 1
pleasant
unsolicited visits made: 3
received: 2
emails/text messages that should never have been sent: 24
answered: 1
hours worked: 572
vacation: zero
new countries visited: none
to visit yet of this year: one, bolivia.
family gatherings: 6

graduations: 1
funerals: none
weddings: 1
divorces: 1
engagements: 1
births: 3
babies on the go: 2
days away from my brother: 476
miserable days: 17
hard days: 42

numb days: 85
great days: 36

Alors, já enrolei o bastante
here it comes:


(nan)

Page 16
22/02

I feel an urge

Urgência por qualquer coisa que não qualquer coisa.

Exercito o desejo e sinto ainda mais sono. Nem marcas no meu corpo eu tenho mais. Você se apagou de mim como aquele sol de mormaço que desbota da pele depois do verão. O seu silêncio. O seu silêncio e o seu e o seu e o seu silêncios. Ainda procuro um toque específico em mãos alheias, ainda escuto a sua voz nas palavras que roubei dos seus clichês, mas no seu olho eu não te encontro, só vejo um misto de piedade, vazio, e cansaço. Penso nos dias em que te deixava em aeroportos, daqui pra lá, ou de lá pra cá, and I always used to stand there a little longer, olhando aquele corredor vazio, como se pudesse te ver através do adeus das paredes.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 15


(nan)

19/02

it's been four days I don’t write. digo isso não como um pedido de desculpas, mas com o orgulho de um alcoólatra na sua reunião semanal do grupo de apoio. it’s just that thinking of you, of could have beens, of whys and why nots, had become a full time job. de repente me descobri patética na minha solidão de folhetim. I needed a break from myself. não tenho mais perguntas nem forças para me sentir inadequate, wrong, absolument insuffisante pour faire quoi que se sois, comme mon français.

hoje você esteve aqui, I noticed your eyes are gone. conversei com um desconhecido que insiste em se parecer com aquele que dormiu segurando a minha mão e que queria viajar n’importe où, a começar pelo sul.

(but I still want to build my house facing north)

alors, on y va. meu corpo tem sono, aquela vontade irresistível de virar pro lado e dormir na melhor parte do livro, enquanto a mente espreme os olhos para terminar mais um capitulo.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 14


fecho os olhos e me esforço para memorizar os detalhes do teu corpo: os poucos pelos que cobrem a parte inferior do teu abdômem; o tom de cinza dos teus olhos que tende ora para o verde, ora para o amarelo e que quando reflete a luminária vermelha parece um quadro do miró; as três pintas no teu ombro esquerdo que, alinhadas, me fazem lembrar de quando eu era criança e procurava pelas três marias no céu. e uma quarta, dois centímetros abaixo que forma com as outras três um triangulo retângulo perfeito.
não me lembro dos pés, acho que nunca olhei para os teus pés, nem do desenho das tuas mãos, mas lembro que são menores e menos cansadas que as minhas.
os teus dentes são pequenos e bem alinhados, você costuma prender a ponta da língua entre eles enquanto eu digo alguma das besteiras que te fazem rir ou pensar.
meus dedos ainda tem a memória da pele do teu rosto, da textura fina do teu cabelo e barba.
eu sei que logo você vai desaparecer (dos meus dedos, da minha louça por lavar, dos meus domingos). porque agora só consigo te ver pelos pedaços que ficam faltando, na medida em que tento te encaixar na minha ausência. é pra lá que eu vou quando me perco em devaneios: eu volto para o meu abismo, seguro minha xícara de café e começo a gritar para um estômago, um joelho, um gato surdo e albino que não sabe cair em pé.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Le cahier bleu dort

It fell asleep amidst my lazyness and lack of sense. but do not despair dear readers, it shall return. many pages yet to be torn.

but for now, you can sleep too. press play and take a nap.


domingo, 8 de abril de 2007

monica, só pra mim

the ballad of sexual in_dependency - page 13


(1994 - 2007, still trying to break the surface)

15/02

uma mulher entrou no lago enquanto eu, sem saber que estava sozinha, me afogava logo ali ao lado num poço de lágrimas que eu tentava juntar com o baldinho e trazer até a areia. se chorar é pedir socorro, o que fazer when no one’s looking?

dois joelhos, um estômago e um frio que não são meus me trazem por fim o silêncio. já não preciso mais me procurar nas suas entrelinhas. no abandono, o medo vira paz: a insustentável leveza de não ser, não estar: em verso, prosa, ou metáfora.

desabitar.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 12


image by nan goldin

14/02

valentine's day dancing quadrilhas
(alguém nessa história não amava ninguém)

quinta-feira, 5 de abril de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 11




10/02

Hoje foi o primeiro dia. Por pelo menos 30 minutos a minha concentração se limitou a controlar o ar que insistia em errar o ângulo do pulmão e seguir pro estômago. Me perdia a cada cinco segundos alternando o antes e o logo mais. Afinal, hoje, in a way, era meu aniversário, dia de pretéritos e futuros mais que perfeitos. Não cabemos mais no presente, nem no tempo nem no gesto.

terça-feira, 3 de abril de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 10

(nan)


04/02
Woke up at 2pm. Café da manhã, almoço e jantar: bem-casados que eu trouxe aos punhados da festa. Maravilha. Foi um dia (sono)lento e eu me resignei a seguir meticulosamente o seu ritmo: fiz quase nada e tudo bem devagar. Demorei horas no banho: Soul washing takes time. Devo ter tirado uns duzentos grampos do cabelo enquanto jurava, a cada um, nunca, nunca, NUNCA mais ir ao cabeleireiro. O apartamento parece ter sofrido um atentado terrorista com aquele buraco inacabado. Dei de ombros, coloquei a tv no quarto (the umbearable lazyness of being) and laughed shamelessly for hours watching Bridget Jones’s Diary “all by my seeeeeeeeeeeeeelf”.


você diria: e não fica nem vermelha

segunda-feira, 2 de abril de 2007

the ballad of sexual in_dependency - page 9



03/02

São cinco da manhã. I just got back from a wedding. Incômodo. Senti falta dos bolsos do seu casaco. Senti frio. Não era tanto o estar sozinha ou desacompanhada (note que são coisas diferentes). Era esse não ter em que(m) pensar. Essa falta de sonho, de jeito. Antes, alguém acreditar ter encontrado a sua suposta cara metade costumava me comover. Agora consigo no máximo tecer comentários maldosos a respeito dos vestidos dissonantes, enquanto aguardo pacientemente que me permitam acesso à mesa dos doces e ao café. Sorri para um rapaz alto. Ele ainda tinha rosto de menino, mas a barba era de homem e o nome de apóstolo. Se parecia com Tomas, mas era Franz e carregava todas as suas culpas. Usava um sapato igual ao seu, só que de outra cor: branco, com aquela listra vermelha. Tinha uma câmera fotográfica na mão, quase igual à minha. Sabia dançar, só não sabia falar. Não me lembro nem vagamente do seu tom de voz ou da textura da sua pele. Não sei mais que gosto tinha o seu beijo, ou com que força segurou minha mão. É como se eu fosse dois olhos sem um corpo. É como se eu fosse feita de ar e, ao tentar me tocar, você me atravessasse.


quinta-feira, 29 de março de 2007

nota

Fiquei pensando se deveria escrever the ballad na terceira pessoa. Até porque esse eu não existe. Esse eu era o que sobrava de um dia longo, pouco antes de dormir, assim como os vocês se misturam e formam um terceiro, que também não existe.

Enfim,

vou deixar assim, depois talvez mude.

The ballad of sexual in_dependency - page 8


nan...

02/02

Esta noite sonhei com você, estávamos juntos em um corredor com portas fechadas. Não sei se nos escondíamos ou se nos esperávamos. Eu estava usando a blusa preta que tem uma flor dourada. Aquela que parece ser dos anos 80. Fotografávamos um ao outro bem de perto, com a câmera encostada em meu peito, apontando para o rosto. Estávamos felizes.

(I just turned the page of the blue notebook. I had promised I would write only one per day, mas hoje Tereza precisa esvaziar suas entranhas.)

You still haven’t said a word about the trufas. Não que eu espere muita coisa, afinal essas coisas a gente faz porque quer, ou nem quer, mas não consegue evitar. Mas sei lá, esperar um obrigado would be reasonable enough. And there’s the box. Será que abriu? É o ruim da gente se dar. Estou me sentindo como uma pilha de manuscritos na mão de um editor tirano. Com licença, queria pegar minhas páginas de volta...? De toute façon, estou tão cansada que já perdi até a importância que eu me dava. Só tenho que aprender logo isso de ter que te matar em mim, mesmo sabendo que você está logo ali, a cinco quadras para lá ou para cá. Tem sido ruim. I’m still waiting for Godot. There’s nothing to be done.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Cruzamentos

Imagino que esse lugar que fica entre a mais plena intimidade e aquele outro, onde somos perfeitos desconhecidos, ainda me causa desconforto. Às vezes tenho vontade de te abraçar, mas se pudéssemos manter os olhos fechados seria melhor. Esse não sentir falta. Essa falta de sentir falta. Nos cruzamos sempre às terças e quintas, às vezes às sextas. Tenho a impressão de que você está mais magro e um pouco mais baixo. Eu não conheço mais os seus sapatos. Não sei o que come. Imagino que nem passe mais café. As meias ainda devem estar na primeira gaveta (quando o inverno chegar vou precisar comprar meias grossas, mas eu gostava mesmo era de te pedir pra vestir uma das suas no meu pé, depois que eu já estava em baixo das cobertas) e você deve ter guardado aquelas camisas nos cabides que há anos eu tentava jogar fora. Agora elas vão ficar lá pra sempre, como os copos de requeijão que se acumulam no armário. Acho que não vai sentir muito a minha falta, enfim, minhas funções se resumiam a isso: doar roupas e copos de requeijão, arrumar o quartinho dos fundos uma vez ao ano. Você fazia o café e eu colocava o pão com queijo prato na sanduicheira. Você gostava mais de pão francês. Quase sempre era eu quem ia ao supermercado. Eu nunca mais comprei queijo prato, carne, ou comida congelada. Eu nunca mais sonhei que estava presa em uma ilha, no meio do rio. Mas também se sonhasse não teria ninguém pra me acordar quando eu começasse a falar e a chorar dormindo. Sinto falta disso, desse corpo estendido no chão.

the ballad of sexual in_dependency - page 7

February first

the walls came down. o buraco da nicole (isso, num fim de tarde rosa-ensolarado, já rendeu boas risadas) está lá, como a gente tinha imaginado. não consigo não ver você nesta casa. tu es partout. o buraco da nicole está em mim.


terça-feira, 27 de março de 2007

chet...

...listening to baker.




das entrelinhas que voltam.

Chega um momento
em que somos aves na noite,
pura plumagem, dormindo de pé,
com a cabeça encolhida.
O que tanto zelamos
na fileira dos dias,
o que tanto brigamos
para guardar, de repente
não presta mais: jornais, retratos,
poemas, posteridade.
Minha bagagem
é a roupa do corpo.

(Carpinejar)

the ballad of sexual in_dependency - page 6

(nan goldin, again)







31/01

Last day of the month, I think February will be good. Gosto de aniversários, a gente olha o tempo na cara e sente mais medo da morte.

Escolhi as tintas pra pintar a casa.

Azul você e vermelho eu. Meu quarto é verde ninguém, sono tranquilo or your money back.

segunda-feira, 26 de março de 2007

north